Uma nova onda de ataques aéreos lançada por Israel atingiu alvos estratégicos no Irã na madrugada de hoje (27). Segundo as forças militares israelenses, a operação focou em centros de produção de mísseis balísticos no coração de Teerã, além de lançadores e locais de armazenamento no oeste iraniano. O aumento das hostilidades ocorre poucas horas antes de uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, convocada pela Rússia para debater os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra infraestruturas civis iranianas.
O conflito já provoca impactos severos em países vizinhos. Relatos indicam sirenes de alerta no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos devido ao disparo de drones e mísseis iranianos. No Kuwait, o Porto de Shuwaikh sofreu danos materiais. Paralelamente, a fumaça sobre Beirute levanta suspeitas de ataques no Líbano, embora não confirmados oficialmente por Israel. No campo humanitário, o Conselho Norueguês para os Refugiados alertou que bairros residenciais, escolas e hospitais em Teerã foram severamente danificados pela guerra.
A diplomacia internacional tenta conter a escalada por meio de propostas de cessar-fogo divergentes. Os Estados Unidos, utilizando o Paquistão como intermediário, apresentaram um plano de 15 pontos que exige restrições ao programa nuclear iraniano e a liberação total do Estreito de Ormuz. O Irã, por sua vez, rejeitou a oferta e contrapôs com uma lista de cinco itens, exigindo reparações de guerra e o reconhecimento de sua soberania sobre a via navegável. A tensão militar aumentou com o envio de 2.500 fuzileiros navais norte-americanos para a região.
A economia mundial já sente os reflexos diretos do bloqueio e dos ataques. O preço do barril de petróleo Brent atingiu US$ 107 nesta manhã, acumulando uma alta de 45% desde o início do conflito em fevereiro. A cobrança de pedágios por parte do Irã para a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz gera temores de uma crise energética global prolongada. Em resposta à instabilidade, as bolsas asiáticas fecharam em queda acentuada, refletindo o pessimismo dos investidores quanto a uma resolução diplomática rápida para o embate no Oriente Médio.
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Fonte: News Rondônia