Em uma ofensiva diplomática realizada neste sábado (21), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apelou ao bloco BRICS para que assuma um papel independente e ajude a interromper o que classificou como “agressão de EUA e Israel”. Durante conversa telefônica com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o líder iraniano defendeu a cessação imediata das hostilidades para evitar que o conflito regional se amplie ainda mais. Pezeshkian sublinhou a necessidade de garantias internacionais para que tais ataques à soberania iraniana não se repitam no futuro.
Como alternativa à influência das potências ocidentais, o presidente iraniano propôs a criação de uma estrutura de segurança regional formada exclusivamente por países da Ásia Ocidental. O objetivo seria garantir a paz e a estabilidade na região sem a necessidade de intervenções externas. A proposta, divulgada pela embaixada do Irã na Índia via rede social X, surge em um momento de extrema tensão, com ataques frequentes a infraestruturas críticas no Oriente Médio que ameaçam o equilíbrio geopolítico global.
A Posição da Índia e a Segurança Marítima
Apesar do diálogo, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, manteve uma postura de equilíbrio. Embora tenha condenado os ataques a infraestruturas civis e críticas, Modi reiterou a Pezeshkian a importância vital de proteger a liberdade de navegação. Para a Índia, manter as rotas marítimas abertas e seguras é uma prioridade de segurança nacional e econômica, dada a dependência do comércio internacional que transita pelo Golfo Pérsico.
O movimento de Pezeshkian reforça a tentativa do Irã de utilizar o BRICS bloco do qual o Brasil faz parte como um contrapeso político ao G7 e às decisões de Washington. A proposta de uma segurança regional “asiática” desafia diretamente o modelo de alianças liderado pelos Estados Unidos na região. O desfecho dessa articulação dependerá da disposição dos demais membros do bloco em mediar um dos conflitos mais explosivos da atualidade.
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Fonte: News Rondônia

