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Irã classifica proposta de paz dos EUA como não positiva

A resposta inicial do Irã à proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra, que já dura quase um mês, não foi favorável. Uma autoridade de alto escalão informou nesta quarta-feira (25) que Teerã considera as condições impostas por Washington “excessivas”. O documento com o posicionamento iraniano foi entregue ao Paquistão para ser transmitido aos mediadores norte-americanos. Segundo informações da emissora estatal Press TV, o governo iraniano ressaltou que o fim das hostilidades ocorrerá apenas sob suas próprias condições e no momento que considerar adequado.
Paralelamente, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, reforçou a postura de resistência em um discurso televisionado. Qassem afirmou que negociar com Israel sob fogo militar equivale a uma rendição imposta e convocou os combatentes à unidade, declarando que o grupo está preparado para continuar o confronto “sem limites”. O clima de tensão se agrava com o Irã convocando uma sessão de emergência para a próxima sexta-feira (27) para tratar do ataque a uma escola primária.
Denúncia de crimes de guerra no Conselho da ONU
Em Genebra, países árabes do Golfo levaram ao Conselho de Direitos Humanos da ONU denúncias de que enfrentam uma “ameaça existencial”. A retaliação iraniana, marcada por ataques massivos de drones e mísseis contra infraestruturas civis e de energia, tem causado mortes e instabilidade nos preços globais do petróleo. O embaixador do Kuwait, Naser Abdullah Alhayen, classificou a abordagem iraniana como agressiva e uma violação direta da soberania internacional.
O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, descreveu a situação como extremamente perigosa e alertou que ataques deliberados a civis podem constituir crimes de guerra. Por outro lado, o Irã defende suas ações como defesa necessária contra Israel e os EUA, alegando que os ataques da coalizão já vitimaram mais de 1.500 civis iranianos. O conselho deve votar uma moção condenando as ofensivas iranianas e exigindo reparações pelos danos causados à infraestrutura regional.
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Fonte: News Rondônia

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