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Irã ataca polos petroquímicos na Arábia Saudita em retaliação a Israel

O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta terça-feira (7), com o Irã lançando ataques diretos contra complexos petroquímicos na Arábia Saudita. A retaliação ocorre após Israel bombardear a usina de Shiraz, polo de fertilizantes, e instalações na província de Bushehr. Em comunicado, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter abandonado a política de “contenção” e atingido com sucesso os complexos de Jubail e Ju’aymah, este último vinculado à empresa norte-americana Chevron Phillips. A ofensiva visa paralisar a infraestrutura de parceiros dos Estados Unidos na região, ameaçando o fornecimento global de petróleo e gás por anos.
Enquanto o conflito se expande para o setor de energia, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom das ameaças contra Teerã. Em um ultimato drástico, Trump sugeriu uma ação militar de proporções devastadoras contra o país de 90 milhões de habitantes, afirmando que “toda uma civilização vai morrer esta noite”. Paralelamente, Israel anunciou que os próximos alvos no território iraniano incluirão as linhas férreas, buscando colapsar a logística interna do país persa. Fontes militares indicam ainda ataques à ilha de Kharg, ponto nevrálgico por onde escoa 90% das exportações de combustíveis do Irã, embora o governo local ainda não tenha confirmado a extensão desses danos.
No mar, a tensão também escalou com o bombardeio iraniano a um navio porta-contêineres de Israel que operava no porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a IRGC, o ataque serve como um “alerta severo” contra qualquer cooperação com o governo israelense ou com os Estados Unidos. Esta representa a 99ª onda de ataques lançada por Teerã desde o início das hostilidades em 28 de fevereiro. A estratégia iraniana agora foca explicitamente em infraestruturas onde empresas como ExxonMobil, Dow Chemical e Sadara possuem participação, atingindo diretamente os interesses econômicos ocidentais no Golfo Pérsico.
O custo humano da guerra no Irã é alarmante, com 109 mortes registradas apenas nas últimas 24 horas, segundo a Agência de Direitos Humanos do Irã (HRANA). Desde o início do conflito, o balanço aponta para mais de 1,6 mil civis mortos, incluindo 248 crianças, além de 1,2 mil militares. O volume de ataques 573 em apenas um dia é o maior registrado nos últimos dez dias, espalhando-se por 20 províncias iranianas. Com o mercado global de energia em choque e as ameaças de aniquilação mútua subindo de tom, a comunidade internacional observa com temor a iminência de um desastre humanitário e econômico sem precedentes.
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Fonte: News Rondônia

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