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Irã analisa proposta dos EUA para fim da guerra, mas descarta diálogo direto

O governo do Irã confirmou, nesta quarta-feira (25), que está analisando uma proposta enviada pelos Estados Unidos para encerrar o conflito no Golfo Pérsico. No entanto, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, enfatizou que o recebimento das mensagens via mediadores não significa a abertura de negociações diretas com Washington. O plano norte-americano, composto por 15 pontos, exige a remoção de estoques de urânio enriquecido, restrições ao programa de mísseis balísticos e o fim do apoio a grupos aliados na região, condições que encontram forte resistência em Teerã.
A Casa Branca, por meio da secretária de imprensa Karoline Leavitt, evitou detalhar os termos da proposta, mas manteve a retórica de pressão, ameaçando intensificar os ataques caso o Irã não aceite a derrota militar. Em Israel, autoridades de defesa expressaram ceticismo quanto à adesão iraniana ao acordo e manifestaram preocupação com possíveis concessões dos EUA. O governo israelense defende que qualquer pacto preserve o direito de realizar ataques preventivos contra ameaças em solo iraniano.
A notícia da proposta diplomática trouxe um alívio momentâneo aos mercados globais, com queda nos preços do petróleo e recuperação de bolsas de valores, refletindo a esperança de investidores pelo fim do desabastecimento energético. Contudo, o cenário militar segue em escalada: o Pentágono planeja o envio de milhares de soldados aerotransportados para a região, somando-se a contingentes de fuzileiros navais que já estão a caminho. O Irã respondeu às movimentações ameaçando abrir novas frentes de combate no Estreito de Bab al-Mandab, ponto estratégico no Mar Vermelho.
Desde o início da operação “Fúria Épica”, o Estreito de Ormuz por onde passa 20% do petróleo mundial permanece efetivamente fechado pelo Irã, sufocando a economia global. O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo dramático em Nova York, alertando que o mundo está à beira de uma guerra ainda mais ampla e que é urgente trocar a “escada da escalada pela escada diplomática”. A posição oficial das autoridades de alto escalão de Teerã sobre o plano de Trump deve ser anunciada nos próximos dias.
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Fonte: News Rondônia

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