A estabilidade no Oriente Médio voltou a ficar sob ameaça extrema nesta quarta-feira (8), após o Irã sinalizar que pode romper o cessar-fogo temporário e retomar ataques em larga escala. A reação de Teerã ocorre após sucessivos bombardeios de Israel contra o Líbano, que atingiram bairros residenciais em Beirute e no sul do país. Autoridades iranianas afirmam que o acordo mediado pelos Estados Unidos e Paquistão está sendo violado por Israel e exigem que a trégua inclua obrigatoriamente as frentes de batalha no Líbano e na Faixa de Gaza.
A tensão elevou-se com a proposta de parlamentares iranianos para o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais vitais do planeta, por onde circula 20% do petróleo e gás mundial. A reabertura do estreito era uma das condições centrais do pacto de duas semanas firmado entre Washington e Teerã. As Forças Armadas do Irã comunicaram que manterão um controle “inteligente” sobre a região, enquanto o governo pede a intervenção imediata de mediadores internacionais para evitar uma escalada regional sem precedentes.
Em contrapartida, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou apoio ao acordo com o Irã, mas ressaltou que o Líbano não faz parte do cessar-fogo. Em uma demonstração de força, as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram uma ofensiva avassaladora, bombardeando cem alvos em apenas dez minutos. O Ministério da Saúde do Líbano relatou dezenas de mortes e centenas de feridos em áreas densamente povoadas, gerando uma nova onda de pânico e deslocamentos na capital libanesa.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do acordo, apelou publicamente pela moderação de todas as partes, alertando que a continuidade dos ataques compromete qualquer chance de diplomacia. Desde o início desta fase do conflito, em 2 de março, o Líbano já contabiliza mais de 1,5 mil mortos e 1 milhão de desabrigados. O Hezbollah orientou a população a não retornar para as áreas de conflito, enquanto a comunidade internacional teme que a fragilidade da trégua resulte em um bloqueio energético global via Estreito de Ormuz.
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Fonte: News Rondônia