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Ipea realiza pesquisa inédita sobre impacto da desinformação no governo

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou uma iniciativa inédita para mapear os efeitos das campanhas de desinformação na administração pública federal. O foco do estudo são os servidores que ocupam cargos em comissão ou funções de confiança, que devem relatar como o fenômeno das “fake news” tem prejudicado a formulação e a legitimidade de políticas essenciais. Segundo o Ipea, a desinformação transbordou o debate eleitoral e passou a comprometer diretamente a execução de serviços prestados à sociedade.
Os servidores que integram o público-alvo da pesquisa receberam o convite para participação no início de abril, por meio do aplicativo SouGov. O questionário, que leva cerca de 15 minutos para ser preenchido, ficará disponível para respostas até o dia 2 de junho. O instituto reforça que a participação é totalmente anônima e confidencial, seguindo as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as normas de ética em pesquisas de ciências humanas e sociais.
A pesquisa “Desinformação e Políticas Públicas” busca entender as estratégias ou a falta delas que os órgãos federais possuem para enfrentar informações imprecisas. O objetivo é avaliar a gravidade do problema no cotidiano institucional e como isso influencia a tomada de decisões e a comunicação com o cidadão. O Ipea pretende identificar se episódios de desinformação têm causado resistência da população a programas governamentais ou gerado retrabalho administrativo para desmentir dados falsos.
O cronograma da iniciativa prevê que o relatório final com os resultados seja apresentado em novembro, logo após o encerramento do período eleitoral deste ano. A expectativa é que o documento sirva como base para a criação de novos protocolos de defesa da integridade da informação pública. Com o mapeamento dos danos, o governo espera fortalecer a confiança nas instituições e garantir que o planejamento de políticas nacionais não seja sabotado por narrativas enganosas na internet.
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Fonte: News Rondônia

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