A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,88% em março, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma aceleração em relação a fevereiro, quando o índice foi de 0,70%. Com esse desempenho, o IPCA acumula avanço de 1,92% no ano e atinge 4,14% no acumulado dos últimos 12 meses, superando os 3,81% registrados no período anterior.
O avanço da inflação foi puxado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação e bebidas, que juntos responderam por 76% do índice do mês. O aumento de 4,59% no preço da gasolina foi o fator de maior impacto individual, contribuindo com 0,23 ponto percentual no indicador geral. Além do combustível, as passagens aéreas subiram 6,08% e o diesel saltou 13,90%, refletindo as incertezas no cenário internacional.
No setor de alimentação, a alta de 1,94% nos produtos consumidos em casa foi a maior desde abril de 2022. Itens essenciais no prato dos brasileiros apresentaram elevações expressivas, como o tomate, que subiu 20,31%, e o leite longa vida, com alta de 11,74%. Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa no IBGE, o aumento nos preços dos alimentos combina a redução na oferta de alguns produtos com o encarecimento do frete, decorrente da alta dos combustíveis.
O IBGE ressaltou que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram elevação em março. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação do custo de vida para famílias com renda de até cinco salários mínimos, também acelerou, atingindo 0,91% no mês. Os dados reforçam o cenário de pressão inflacionária sobre o orçamento doméstico, especialmente em itens de primeira necessidade e mobilidade.
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Fonte: News Rondônia