Empresários da indústria brasileira elegeram as políticas fiscais e tributárias como as grandes prioridades para o próximo mandato presidencial (2027-2030). Dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizados em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, revelam que a busca por estabilidade econômica supera, neste momento, o interesse por políticas industriais diretas.
Ajuste fiscal e reforma tributária
A pesquisa, que ouviu 1.003 executivos de pequeno, médio e grande portes, indica que 29% dos entrevistados colocam a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária no topo da agenda. Outros 22% destacam o equilíbrio fiscal e a eficiência na gestão pública como pontos essenciais. O incentivo direto à produção aparece como prioridade para 21% dos industriais.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o alinhamento entre as políticas fiscal e monetária é determinante para que as medidas de estímulo ao setor sejam eficazes. “Precisamos de um Estado que escolha induzir o investimento produtivo, planeje o desenvolvimento e fortaleça a produção”, ressaltou o dirigente em nota oficial.
Desafios e investimentos
Quando questionados sobre o ambiente de negócios e o combate ao chamado “Custo Brasil”, o cenário permanece centrado na carga tributária. Para 45% dos empresários, a diminuição da tributação é a prioridade máxima para a sobrevivência e competitividade das empresas, seguida pela necessidade de redução dos juros e ampliação do crédito (26%).
O levantamento também mapeou as intenções de investimento para o quadriênio. Enquanto 41% dos executivos pretendem manter o patamar atual de aportes e 28% planejam ampliar os investimentos, 20% revelaram não ter planos de investir no período, e 9% indicam redução de gastos. O setor aponta que os principais gargalos enfrentados no último ano foram a elevada carga tributária, a escassez de mão de obra qualificada e as altas taxas de juros.
As propostas foram debatidas durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis. Na ocasião, a CNI apresentou sugestões polêmicas para a gestão pública, incluindo a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a desvinculação de mínimos constitucionais em áreas estratégicas como saúde e educação, medidas que geraram críticas imediatas por parte de entidades setoriais.
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Fonte: News Rondônia