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Importações reduzem ritmo do superávit em Rondônia

O avanço expressivo das importações em Rondônia começou a impactar diretamente o ritmo de crescimento do superávit da balança comercial do estado. Dados divulgados pelo Observatório da Indústria de Rondônia, ligado à FIERO, mostram que, apesar do saldo positivo de US$ 216,8 milhões em abril de 2026, o cenário acende um alerta para a dependência econômica de commodities e insumos estrangeiros.
O levantamento integra o monitoramento mensal do comércio exterior realizado pelo observatório, que busca transformar dados econômicos em inteligência de mercado para auxiliar empresários, investidores e gestores públicos no planejamento estratégico da economia estadual.
Segundo o relatório, Rondônia manteve posição relevante no cenário nacional e aparece como o 13º maior exportador do Brasil. As exportações do estado somaram US$ 438,5 milhões em abril, registrando crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
O agronegócio segue como principal motor da economia rondoniense. A soja liderou as exportações, movimentando US$ 271,7 milhões, enquanto a carne respondeu por US$ 147,3 milhões. Juntos, os dois produtos representaram 95,5% de toda a pauta exportadora do estado.
A China permanece como principal destino das exportações de Rondônia, absorvendo 27,3% das vendas internacionais. O estudo também aponta crescimento da presença rondoniense em mercados como México, Argélia e Turquia, indicando expansão estratégica para regiões do Oriente Médio e Norte da África.
Apesar do desempenho positivo nas exportações, o relatório destaca que o crescimento das importações ocorreu em ritmo muito mais acelerado. Em abril, as compras internacionais atingiram US$ 221,7 milhões, um salto de 37,8% em comparação com abril de 2025.
No acumulado entre janeiro e abril, as importações chegaram a US$ 1 bilhão, registrando alta de 78,2%. Esse avanço reduziu proporcionalmente o saldo comercial acumulado do estado, que ficou em US$ 345,9 milhões.
Entre os principais produtos importados aparecem os adubos e fertilizantes, responsáveis por US$ 49 milhões em compras externas, reflexo direto da expansão agrícola em Rondônia. Outro dado que chamou atenção foi a importação escritural de leite e derivados da Argentina, que somaram US$ 21,6 milhões.
Assim como nas exportações, a China também lidera como principal origem das importações feitas por Rondônia, concentrando 36,7% do total negociado pelo estado.
O estudo do Observatório da Indústria alerta para gargalos estruturais considerados preocupantes. A forte dependência da soja e da carne deixa a economia estadual vulnerável às oscilações do mercado internacional, mudanças climáticas e barreiras sanitárias impostas por outros países.
Além disso, o relatório aponta baixa diversificação econômica e pouca agregação de valor industrial nos produtos exportados por Rondônia, cenário que limita o crescimento sustentável e aumenta a dependência de commodities primárias.
A análise reforça a necessidade de investimentos em industrialização, inovação e diversificação produtiva para ampliar a competitividade do estado e reduzir riscos econômicos futuros.
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Fonte: News Rondônia

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