O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma queda acentuada de 1,65% nesta quinta-feira (23), encerrando o pregão aos 192.888 pontos. O recuo foi motivado por uma combinação de realização de lucros e pelo aumento da percepção de risco devido ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Este é o menor patamar registrado pelo índice desde o dia 8 de abril, refletindo um movimento de ajuste após as altas recentes e uma retração na entrada de capital estrangeiro no país.
As ações de bancos e mineradoras, que possuem grande relevância na composição do índice, lideraram as perdas do dia e pressionaram o desempenho geral do mercado. Em contrapartida, as empresas do setor de energia conseguiram limitar uma queda ainda maior, beneficiadas pela valorização do petróleo. O cenário externo segue como o principal balizador das decisões dos investidores, que optaram pela venda de ativos variáveis para garantir ganhos e se proteger contra possíveis instabilidades.
No mercado de câmbio, o dólar operou com volatilidade, mas encerrou o dia praticamente estável, com uma leve baixa de 0,01%, cotado a R$ 4,974. Apesar da incerteza externa relacionada ao conflito entre Estados Unidos e Irã, o real manteve sua força, sustentado pela diferença de juros entre o Brasil e o exterior. No acumulado do ano, a moeda americana registra uma queda de 9,39%, atingindo seu menor valor frente à moeda brasileira desde março de 2024.
O grande destaque do dia foi o petróleo, cujos preços dispararam no mercado internacional. O barril do tipo Brent subiu 3,5%, ultrapassando a marca simbólica de US$ 100 e fechando a US$ 101,91. A alta foi impulsionada pela apreensão de navios no Estreito de Ormuz e pelas dúvidas sobre a continuidade das negociações de paz. Mesmo com o anúncio de prorrogação do cessar-fogo feito pelo governo americano, o mercado de commodities permanece em alerta, mantendo a pressão sobre os preços globais de energia.
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Fonte: News Rondônia