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HPV causa 7,5 mil mortes anuais no Brasil

Cânceres associados ao Papilomavírus Humano (HPV) são responsáveis por cerca de 7,5 mil óbitos e 29 mil hospitalizações por ano no Brasil. Dados de um estudo publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou indicadores do Ministério da Saúde entre 2011 e 2019, revelam que a maioria desses casos poderia ser evitada por meio de vacinação e rastreamento de lesões precursoras. Embora o câncer de colo do útero concentre a maior parte das ocorrências (74,3% das hospitalizações), especialistas advertem que a percepção de que o HPV afeta apenas mulheres prejudica a prevenção em outros públicos.
O vírus tem potencial para causar oito tipos de cânceres, incluindo tumores na região anal, pênis, vagina, vulva e cabeça e pescoço. No caso específico dos cânceres de cabeça e pescoço, a incidência é quatro vezes maior em homens, grupo que, segundo o estudo, apresenta maior vulnerabilidade devido à ausência de lesões precursoras tratáveis, tornando a vacinação a única via de prevenção eficaz. Além disso, o câncer anal apresentou crescimento preocupante no período analisado, com alta de 10,9% na mortalidade.
Desafio na saúde da mulher
O levantamento aponta uma tendência preocupante no câncer do colo do útero: após uma queda nas internações até 2016, os números voltaram a subir nos anos seguintes. A doença atinge mulheres em idade produtiva, com média de idade de 47 anos, frequentemente diagnosticadas já em estágios invasivos. A diretora executiva de Pesquisa de Dados da MSD, Cintia Parellada, enfatiza que apenas 40% das brasileiras realizam o exame de Papanicolau com a periodicidade recomendada, o que retarda o início do tratamento.
Para otimizar o diagnóstico, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes de rastreamento. O teste de DNA-HPV oncogênico, capaz de identificar se o vírus possui potencial cancerígeno, agora é a ferramenta padrão para mulheres entre 25 e 64 anos. Com o uso desse teste, o intervalo de repetição pode chegar a cinco anos em casos negativos, permitindo um rastreamento mais organizado. A vacinação contra o HPV, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2014, continua sendo a estratégia central para eliminar a doença em duas décadas.
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Fonte: News Rondônia

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