O grupo político-militar Hezbollah anunciou a retomada de suas operações militares contra Israel na madrugada desta quinta-feira (9). A decisão ocorre após o que o grupo classifica como uma violação flagrante do cessar-fogo de duas semanas mediado pelos Estados Unidos e Irã. Segundo comunicados da “Resistência Islâmica”, diversos assentamentos no norte de Israel, como Manara, Avivim e Shlomi, foram alvos de intensas salvas de foguetes. O grupo afirma que a ofensiva israelense ocorrida ontem, que resultou em mais de 250 mortes no Líbano, tornou a trégua insustentável.
Por outro lado, o governo de Benjamin Netanyahu mantém a postura de que o Líbano nunca foi incluído oficialmente no acordo de cessar-fogo firmado com Teerã. As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram que as operações terrestres da 162ª Divisão continuam no sul do Líbano com o objetivo de eliminar ameaças em potencial. Nesta quinta-feira, Israel anunciou a morte de oito membros do Hezbollah, incluindo Maher Qassem Hamdan, comandante na região de Chebaa, e Ali Yusuf Harshi, secretário do líder Naim Qassem.
A continuidade das hostilidades coloca em risco o frágil acordo diplomático global. Enquanto o presidente Donald Trump nega a inclusão do Líbano no pacto, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif principal mediador das conversas, sustenta que o fim dos combates em solo libanês era parte integrante das negociações. A França e o Reino Unido têm pressionado o governo israelense para que aceite a trégua ampla, sob o risco de uma escalada regional sem precedentes que poderia envolver diretamente outras potências.
O presidente libanês, Masoud Pezeshkian, declarou que as negociações tornam-se “sem sentido” enquanto os bombardeios persistirem. Representantes dos Estados Unidos e do Irã possuem uma reunião estratégica agendada para esta sexta-feira (10), em Islamabad, para tentar salvar o acordo. O conflito atual é um desdobramento da guerra iniciada em 2 de março, alimentada por décadas de tensão entre Israel e o Hezbollah, e agravada pela destruição total da Faixa de Gaza, que serviu como estopim para a mobilização das milícias xiitas em solidariedade aos palestinos.
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Fonte: News Rondônia