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Grupo ultraviolento ligado ao PCC e PGC é alvo de operação que investiga participação de policiais em MS

3 minutos de leitura

Grupo ligado ao PCC e PGC é alvo de operação em MS que investiga participação de policiais A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), uma operação contra uma organização criminosa ultraviolenta ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A ação ocorre em sete estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde policiais cumprem mandados em pelo menos três endereços de Campo Grande.

Na capital, as equipes estão em um galpão de carga e descarga na Rua Ceará, em um condomínio de alto padrão na saída para Cuiabá e em um imóvel no bairro Vilas Boas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Além dos endereços em Campo Grande, a operação também mobiliza equipes em Ponta Porã, na região de fronteira com o Paraguai. No centro da cidade, duas viaturas da Polícia Federal e uma da Receita Federal foram vistas em um condomínio na Rua General Osório.

Batizada de Operação IFRIT, a ação é realizada em conjunto com a Receita Federal e tem como alvo um grupo investigado por tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e envolvimento em crimes violentos.

Grupo é investigado por tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos Liniker Ribeiro, TV Morena/ Polícia Federal Ao todo, são cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. A Justiça também determinou três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções.

Além de Mato Grosso do Sul, a operação ocorre em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal em Campo Grande.

Policiais são investigados por ligação com organização Imóvel onde ao menos quatro policiais cumprem mandado em Campo Grande contra facções criminosas André Salles Segundo a investigação, o grupo era liderado por um núcleo familiar e mantinha ligação com facções criminosas. A apuração também identificou a participação de agentes públicos das forças de segurança, entre eles policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

A organização é investigada por envolvimento em sequestros, torturas, atentados e homicídios. De acordo com a PF, os criminosos utilizavam armas pesadas, veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar grupos rivais.

Grupo atuava na fronteira com o Paraguai

As investigações apontam que a organização tinha como principal área de atuação a região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

O grupo também mantinha ramificações em outros estados brasileiros e conexões internacionais. Conforme a PF, drogas e armas eram adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai.

Os produtos abasteciam redes de distribuição no Brasil. Já o tráfico de drogas também tinha rotas para a Europa, principalmente para Espanha e Portugal.

Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:


Fonte: g1 > Rondônia