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Governo propõe subsídio de R$ 1,20 para frear alta do diesel

A equipe econômica do governo federal apresentou, nesta terça-feira (24), uma nova proposta para suavizar o preço do diesel no mercado interno. Após a resistência de governadores em zerar o ICMS sobre o combustível importado, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sugeriu uma subvenção direta de R$ 1,20 por litro. Pelo modelo de partilha, a União arcaria com R$ 0,60 e os estados com os outros R$ 0,60. A medida busca uma resposta mais célere aos efeitos da crise internacional, sem exigir uma renúncia fiscal direta dos entes federados.
O Ministério da Fazenda estima que o impacto total da medida será de R$ 3 bilhões até o final de maio, corrigindo previsões anteriores que apontavam valores superiores. O governo federal argumenta que a alta nos preços do petróleo elevou a arrecadação de royalties dos estados produtores, o que ajudaria a compensar o gasto com o novo subsídio. A proposta oficial será levada à reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na próxima sexta-feira (27), em São Paulo, onde se espera uma definição dos governadores.
Ações Conjuntas e Cenário Internacional
Este novo auxílio não anula as medidas já em vigor. O subsídio de R$ 0,32 por litro anunciado anteriormente para produtores e importadores continua valendo, somando esforços para evitar que a disparada do barril de petróleo no Oriente Médio chegue integralmente às bombas. O governo avalia que a subvenção é o caminho mais eficiente para proteger a logística nacional e o setor de transportes, minimizando o risco de inflação generalizada e possíveis paralisações de caminhoneiros em todo o país.
A estratégia de “dividir a conta” com os estados surge como um meio-termo político e econômico. Enquanto o cenário externo permanece volátil devido às tensões geopolíticas, o Ministério da Fazenda mantém em análise outras frentes, como a redução de tributos sobre o biodiesel. O objetivo central é criar um colchão de amortecimento temporário até que o mercado internacional apresente sinais de estabilização, garantindo que o abastecimento interno não seja comprometido pelos altos custos de importação.
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Fonte: News Rondônia

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