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Política

Governo estuda criar linhas de crédito e programas de capacitação para empresas com o fim da escala 6×1

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (16) que a equipe econômica do governo federal planeja oferecer linhas de crédito específicas e programas de capacitação para auxiliar as empresas na adaptação ao fim da escala de trabalho 6×1. A medida busca apoiar os empregadores na reorganização dos processos produtivos, com foco em inovação e modernização tecnológica para mitigar os impactos operacionais decorrentes da redução da jornada.

Segundo o ministro, a proposta é direcionar os incentivos prioritariamente às empresas e setores que demonstrarem maiores dificuldades de transição. As iniciativas contarão com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de entidades de qualificação para o treinamento de funcionários e ajuste na gestão de capital de giro. Durigan descartou desonerações diretas na folha de pagamento, ressaltando que o limite de crédito para pequenos negócios já foi ampliado para R$ 500 mil.

A estimativa apresentada pela Fazenda aponta que entre 68% e 70% dos empregos formais do país já funcionavam fora do regime 6×1 antes da aprovação da Emenda Constitucional. O governo pretende monitorar de forma contínua os efeitos do novo modelo sobre os diferentes segmentos econômicos, prevendo que a otimização de processos possa gerar ganhos de produtividade e reduzir os índices de rotatividade de pessoal nas empresas.

FAQ Quais medidas de apoio o governo federal estuda oferecer aos empresários?

O Ministério da Fazenda estuda disponibilizar financiamentos com linhas de crédito direcionadas à inovação, além de programas de capacitação e treinamento por meio do Sebrae.

Haverá desoneração da folha de pagamento para compensar os custos da escala 5×2?

Não. O ministro informou que a estratégia governamental não prevê isenções fiscais ou compensações diretas, apostando no fortalecimento de linhas de crédito e ganho de produtividade.

Qual é a proporção de trabalhadores afetados pela mudança na jornada?

De acordo com os dados apresentados pela equipe econômica, entre 68% e 70% dos postos de trabalho no Brasil já atuavam em formatos diferentes da escala 6×1.

Com informações de Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Veja mais notícias