Foi instituído oficialmente o primeiro Observatório de Monitoramento de Saúde na Fronteira Guajará-Mirim (Brasil)/Guayaramerín (Bolívia). A iniciativa pioneira do governo de Rondônia, executada por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO), surge como uma resposta estratégica na linha divisória.
O projeto conta com a assistência técnica da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e o apoio direto do Ministério da Saúde. O objetivo central é unificar dados em tempo real sobre vigilância epidemiológica, atenção laboratorial, regulação e atendimento hospitalar para prever riscos sanitários e reforçar as redes locais de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a implantação do sistema consolida a liderança rondoniense no cenário nacional de vigilância biológica. O chefe do executivo estadual pontuou que o modelo inovador de cooperação binacional servirá de exemplo para a proteção de divisas em outras regiões brasileiras.
O município de Guajará-Mirim foi estrategicamente escolhido para sediar o lançamento do projeto, ocorrido nos dias 16 e 17 de junho, em virtude de sua infraestrutura assistencial já consolidada. No entanto, a cobertura do monitoramento abrange todas as cidades situadas na faixa de fronteira rondoniense, beneficiando diretamente as populações daquela área.
O diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, celebrou o ineditismo da ação de controle sanitário na Amazônia. O coordenador do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs/RO), Eduardo Honda, e o secretário adjunto da Sesau, Fábio Perondi, reforçaram que a produção de dados oficiais robustos tornará o planejamento mais ágil e eficiente para a tomada de decisões da gestão.
O representante da Opas/OMS no Brasil, Marcus Quito, ressaltou o papel integrador do Observatório na região. Segundo o especialista, o sistema integrará o conhecimento epidemiológico aos fluxos gerados pela atenção primária, assistência hospitalar, vigilância laboratorial e pela atenção voltada à saúde indígena no território.
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Fonte: News Rondônia