O governo brasileiro está analisando medidas de reciprocidade em resposta à taxação de 25% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil nesta quinta-feira (16). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta sexta-feira (17), em São Paulo, que a aplicação dessas medidas deve seguir a lei aprovada pelo Congresso Nacional para proteger os interesses nacionais contra ataques unilaterais. O ministro enfatizou que o processo está sendo conduzido com cautela, em diálogo com empresários, e não será feito de forma “açodada”.
Argumentos contra a taxação
Durigan classificou a tarifa de 25% como “injusta” e afirmou que a medida não possui lógica econômica, destacando que o Brasil mantém um déficit na balança comercial com os Estados Unidos. Segundo o ministro, o governo de Donald Trump aplicou uma “punição geral” ao Brasil, utilizando fundamentos falsos sobre práticas comerciais indevidas. Durigan sugeriu que os argumentos norte-americanos sobre desmatamento podem estar baseados em dados de governos anteriores, sendo, portanto, descabidos.
Pix não está em negociação
Durante a coletiva, o ministro foi enfático ao defender o Pix, após o sistema ser classificado pelo governo dos EUA como uma prática comercial desleal. Durigan classificou essa visão como um “absurdo”, reafirmando que o Pix é uma infraestrutura pública brasileira aberta e que não está em pauta nas negociações bilaterais. “Não faz nenhum sentido que se discuta o Pix numa mesa de negociação, porque o Pix não está em negociação. Ele vai ser preservado como um serviço público oferecido aos brasileiros”, declarou.
Contexto político
Para o ministro, a taxação possui uma motivação nitidamente política e eleitoral. Durigan lamentou que setores dentro do próprio Brasil apoiem tais medidas contra o país em busca de benefícios eleitorais, o que, segundo ele, prejudica empresas, trabalhadores e a economia nacional. O governo brasileiro garantiu que continuará buscando o diálogo com representantes norte-americanos nos próximos meses para expressar a insatisfação e os argumentos brasileiros sobre o impacto prejudicial da medida na relação entre os dois países.
Perguntas frequentes
O Brasil pretende retaliar os Estados Unidos?
Não. O ministro Dario Durigan afirmou que “não cabe falar em retaliação”, mas sim em avaliar medidas de reciprocidade amparadas por lei aprovada pelo Congresso.
Por que o governo considera a tarifa injusta?
Segundo o governo, a tarifa carece de justificativa técnica ou econômica, especialmente considerando o déficit comercial que o Brasil já possui com os Estados Unidos.
O Pix pode sofrer alterações devido às exigências americanas?
Não. O ministro garantiu que o Pix é uma infraestrutura pública brasileira que não está em negociação.
Qual o impacto político da medida segundo o ministro?
O governo acredita que a taxação é motivada por interesses políticos e eleitorais, tanto nos EUA quanto por parte de setores no Brasil que apoiam a medida.
Com informações de Agência Brasil
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Fonte: News Rondônia