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Governo avalia que sinalização dos EUA sobre tarifas na OMC não garante negociação imediata

A avaliação da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de que a recente sinalização dos Estados Unidos para negociar as tarifas impostas ao Brasil no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) foi um gesto positivo, mas insuficiente para indicar um interesse americano em rever o chamado tarifaço a curto prazo. Desde a aplicação das medidas protecionistas, o governo dos EUA não tem respondido formalmente aos pleitos brasileiros para a retomada das tratativas bilaterais.
O atrito comercial escalou após o escritório de representação comercial dos Estados Unidos (USTR) aplicar tarifas de 25% sob a alegação de práticas comerciais desleais e, em seguida, adicionar 12,5% referentes a supostas importações de produtos fabricados com mão de obra forçada. Diante da falta de respostas do USTR, o governo brasileiro estima que eventuais negociações efetivas só devam avançar após as eleições presidenciais, com a definição de quem comandará o país a partir de 2027.
Agenda internacional e articulação diplomática
Para tentar contornar o impasse, o presidente Lula deve alinhar estratégias nesta terça-feira (11) em reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Entre as prioridades está a tentativa de viabilizar uma conversa direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de frear a influência da ala ideológica do governo norte-americano, liderada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, principal articulador das medidas restritivas contra o Brasil.
Como parte das reações diplomáticas, o governo brasileiro adotou uma postura de reticência e decidiu postergar para depois do pleito eleitoral a concessão do agrément a autorização oficial para o exercício da função ao novo embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Daniel Perez. A pauta internacional do Executivo também abrange a crise diplomática recente com a Argentina, que levou o Brasil a rebaixar o nível de representação no país vizinho para encarregado de negócios.
Perguntas Frequentes
Qual é a avaliação do governo brasileiro sobre a resposta dos EUA na OMC?
A equipe de Lula considera a sinalização positiva, mas avalia que os Estados Unidos não têm interesse em negociar mudanças nas tarifas de imediato, aguardando o cenário pós-eleitoral brasileiro.
Quais foram as medidas tarifárias aplicadas pelos Estados Unidos contra o Brasil?
O USTR impôs uma tarifa inicial de 25% por supostas práticas desleais e um acréscimo de 12,5% sob alegações relacionadas ao uso de mão de obra forçada.
Que ações o governo brasileiro tem tomado no âmbito diplomático?
Além de buscar uma ligação direta entre o presidente Lula e Donald Trump, o Brasil decidiu adiar a aprovação do novo embaixador americano em Brasília e gerencia crises bilaterais, como o recente rebaixamento das relações com a Argentina.
 
Com informações de Valdo Cruz
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Fonte: News Rondônia

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