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Governo amplia ações na Caatinga para conter avanço da desertificação

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, reforçou nesta terça-feira (14) a urgência de ampliar as políticas de preservação da Caatinga como medida essencial para frear a desertificação no Brasil. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, ele alertou que o desmatamento excessivo do bioma o único exclusivamente brasileiro tem acelerado a degradação do solo em diversas regiões. O governo federal vê na conservação desta área uma barreira natural indispensável para a manutenção do equilíbrio climático e ambiental do país.
Capobianco ressaltou que a Caatinga é muitas vezes ofuscada pela Amazônia ou pela Mata Atlântica, mas lembrou que sua complexidade é vital para que o Brasil mantenha o título de maior biodiversidade do planeta. Segundo o ministro, a destruição da vegetação nativa está diretamente ligada à expansão de áreas desérticas, o que compromete a produção agrícola e a sobrevivência de comunidades locais. Para enfrentar o problema, o Brasil apresentará um plano nacional de ações na Conferência das Partes (COP 17), que ocorrerá em agosto, na Mongólia.
Uma das principais ferramentas para reverter esse quadro é o recém-lançado programa Recatingar. A iniciativa foca na recuperação de áreas já degradadas e busca substituir atividades econômicas predatórias por práticas de manejo sustentável. O programa prevê uma atuação conjunta com os estados do Nordeste. Uma reunião técnica com os governadores da região está marcada para a primeira semana de maio, em Brasília, onde serão definidas as metas regionais de conservação e restauração ambiental.
Além das ações imediatas, o plano nacional concluído pelo ministério desenvolve medidas estruturantes para conter a degradação do solo em longo prazo. O foco é garantir que o bioma continue cumprindo seu papel ecológico de regular o ciclo hidrológico e proteger a fauna e flora endêmicas. Com essas estratégias, o governo espera não apenas cumprir as metas da Convenção de Combate à Desertificação, mas também promover um modelo de desenvolvimento que valorize as potencialidades naturais da Caatinga.
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Fonte: News Rondônia

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