O ministro do STF Gilmar Mendes enviou um ofício na noite de sexta feira, dia 11 de setembro de 2026, ao presidente da Corte, Edson Fachin, solicitando o adiamento da sessão de julgamento marcada para a próxima terça feira, dia 15 de setembro de 2026. A reunião do plenário foi convocada para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O decano do tribunal, que é o membro mais antigo da instituição, também requereu que o caso envolvendo o ministro André Mendonça, acusado de irregularidades por Moraes, seja analisado de forma conjunta pela presidência.
Na manifestação oficial encaminhada à cúpula do tribunal, Gilmar Mendes destacou que os eventos recentes decorrem de substrato fático comum, o que recomendaria a apreciação unificada dos feitos sob a coordenação direta da presidência do órgão. O magistrado ressaltou que, após examinar as peças divulgadas aos gabinetes, em especial a Petição 16.662, manifestou sérias dúvidas sobre a maturidade do processo para julgamento. O procedimento em questão foi conduzido por André Mendonça com base em elementos extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro, gerando um relatório da PF que cita conversas atribuídas a Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Crise institucional e questionamentos sobre a regularidade da tramitação processual
A crise institucional no STF escalou após decisões conflitantes entre os ministros, culminando na inclusão de André Mendonça no inquérito das Fake News por determinação de Moraes, além de episódios envolvendo o afastamento temporário e a subsequente recondução de dirigentes da PF. No ofício enviado a Edson Fachin, Gilmar Mendes argumentou que a Petição 16.662 foi instaurada de ofício pelo próprio relator, sem representação formal da autoridade policial ou pedido de providências ao plenário por parte da PGR, que limitou-se a arguir a nulidade do relatório produzido.
O decano pontuou que o processo carece de delimitação adequada quanto à figura dos investigados, ao objeto preciso da apuração e ao rito procedimental a ser seguido pelo colegiado. Diante do cenário, Mendes sugeriu que o presidente da Corte assuma a relatoria do feito para determinar seu saneamento antes de submetê-lo aos ministros. Caso a sessão extraordinária seja mantida, o magistrado defendeu a fixação prévia de questões a serem debatidas, priorizando a análise das preliminares de nulidade levantadas pelo Ministério Público.
Perguntas frequentes
Qual ministro do STF enviou o ofício solicitando o adiamento da sessão agendada para terça feira?
O decano Gilmar Mendes.
Qual autoridade máxima da Corte recebeu a manifestação oficial na noite de sexta feira?
O presidente do STF, Edson Fachin.
Qual é a data prevista para a realização da sessão extraordinária contestada pelo decano?
Na próxima terça feira, dia 15 de setembro de 2026.
Qual é o número da petição principal apontada por Gilmar Mendes como carente de saneamento processual?
A Petição 16.662.
Quais autoridades além de Alexandre de Moraes tiveram nomes citados no relatório elaborado pela PF?
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Com informações de Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil
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Fonte: News Rondônia