Pular para o conteúdo
Anthony Garotinho Douglas Ruas Eduardo paes Eleições 2026 Governo Rio de janeiro Tse

Garotinho desiste de recurso no TSE, e Douglas Ruas pode ser declarado governador do RJ no 1º turno

2 minutos de leitura

Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral contra o indeferimento de sua candidatura, movimento que pode levar Douglas Ruas (PL) a ser declarado eleito governador ainda no primeiro turno. 
Com 100% das urnas apuradas, Ruas terminou a votação com 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) ficou com 42,76%. Garotinho recebeu cerca de 3,17%, aproximadamente 274 mil votos, mas sua candidatura estava sub judice.

A definição depende do tratamento jurídico que será dado a esses votos. Caso a desistência seja homologada pelo TSE e os votos de Garotinho sejam definitivamente excluídos da base de cálculo dos válidos, Ruas ultrapassaria a marca de 50% e poderia ser considerado eleito sem a necessidade de segundo turno. 

O registro de candidatura de Garotinho havia sido indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. O ex-governador recorreu ao TSE e, por isso, os votos recebidos por ele permaneceram em situação jurídica provisória durante a apuração. 

Antes da desistência, Ruas e Paes estavam oficialmente classificados para disputar o segundo turno. A campanha do candidato do PL já acompanhava a possibilidade de uma solução jurídica que retirasse os votos de Garotinho da conta e alterasse o resultado definitivo da eleição. 

A desistência do recurso, no entanto, não produz automaticamente a proclamação de Ruas como governador eleito. O pedido ainda precisa ser homologado pelo TSE, que também deverá definir formalmente os efeitos da medida sobre os votos recebidos por Garotinho.

Se a Justiça confirmar a anulação definitiva dessa votação, o percentual dos demais candidatos será recalculado. Nessa frente, Ruas ultrapassa a maioria absoluta exigida para vitória no primeiro turno e a disputa prevista contra Eduardo Paes deixa de ocorrer.


Fonte: Conexão Política