Os ministros das Relações Exteriores do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos), juntamente com a União Europeia, emitiram um comunicado oficial neste sábado (21) em Paris, declarando prontidão para intervir na proteção do fornecimento global de energia. A prioridade central do bloco é a segurança das rotas marítimas estratégicas, com destaque para o Estreito de Ormuz, ponto de passagem vital por onde circula cerca de 20% do consumo mundial de petróleo líquido.
O grupo condenou com veemência o que classificou como “ataques injustificáveis” realizados pela República Islâmica do Irã e seus aliados regionais. Segundo o G7, a ofensiva iraniana tem visado deliberadamente civis e infraestruturas críticas de energia, o que compromete a estabilidade econômica global e a segurança dos parceiros na região do Golfo Pérsico. O bloco reiterou que tomará todas as medidas necessárias para garantir que o fluxo de insumos energéticos não seja interrompido por ações unilaterais.
A escalada de tensões ocorre em um momento de fragilidade no mercado de combustíveis, exacerbada pelos conflitos em curso no Oriente Médio. O apoio explícito aos parceiros regionais sinaliza um possível aumento da presença militar ou de escoltas navais coordenadas para assegurar a livre navegação. Para os líderes do G7, a proteção da infraestrutura civil é uma linha vermelha que, se cruzada, exige uma resposta multilateral firme para evitar um choque energético de proporções globais.
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Fonte: News Rondônia

