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Fux vota para manter presos pai e primo de Vorcaro

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Com o voto de Fux, a Segunda Turma do STF formou placar parcial de 2 a 0 favorável à permanência das prisões.
O ministro acompanhou o entendimento do relator do caso, André Mendonça, que havia votado anteriormente pela conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo definido para encerramento.
O julgamento acontece no plenário virtual da Segunda Turma, mas foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que terá até 90 dias para devolver o processo ao colegiado.
Apesar da interrupção, os demais integrantes da turma ainda podem antecipar seus votos. Ainda faltam as manifestações de Nunes Marques e Dias Toffoli. Toffoli, no entanto, declarou impedimento e não participa da análise.
Henrique e Felipe Vorcaro foram presos durante desdobramentos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial envolvendo o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em 2025.
Felipe Vorcaro foi alvo da operação no último dia 7 de maio. Já Henrique foi preso em 14 de maio, em Belo Horizonte.
Segundo as investigações da Polícia Federal, Henrique Vorcaro teria atuado como operador financeiro e beneficiário de uma suposta estrutura criminosa conhecida como “A Turma”, apontada como responsável por pagamentos e obtenção de dados sigilosos.
A PF afirma ainda que Henrique teria financiado o grupo por meio de repasses mensais estimados em cerca de R$ 400 mil.
Felipe Vorcaro é investigado por suposta participação em operações financeiras consideradas ilícitas, incluindo movimentações relacionadas à lavagem de dinheiro e transferência societária da empresa Green Investimentos.
No voto, André Mendonça afirmou existirem “fortes indícios” de envolvimento dos investigados em uma organização criminosa com impacto relevante para a sociedade.
O ministro também destacou que a liberdade dos investigados poderia comprometer o andamento das investigações e dificultar a aplicação da lei penal.
Segundo o relator, há indícios de tentativas de ocultação patrimonial e dissimulação de bens. A investigação aponta, por exemplo, que Felipe Vorcaro teria deixado uma residência em Trancoso pouco antes da chegada dos agentes da Polícia Federal.
Mendonça entendeu ainda que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes para garantir a ordem pública e impedir possíveis interferências no processo investigativo.
As defesas de Henrique e Felipe Vorcaro negam qualquer irregularidade.
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Fonte: News Rondônia

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