O Fundo Baobá, organização voltada à promoção da equidade racial no Brasil, anunciou nesta quinta-feira (26) o lançamento do programa Black STEM. A iniciativa disponibilizará três bolsas de estudo no valor anual de R$ 42 mil cada, destinadas a estudantes negros (pretos ou pardos) que já estejam cursando graduação ou pós-graduação no exterior. O foco do programa são as áreas conhecidas pela sigla STEM, que engloba carreiras em Astronomia, Biologia, Engenharias, Medicina e Ciência da Computação, setores onde a sub-representação racial ainda é um desafio global.
Diferente de auxílios educacionais convencionais, o Black STEM propõe um suporte integral que vai além das despesas acadêmicas. Os bolsistas participarão de uma rede de conexões com lideranças negras e terão suporte para o desenvolvimento de projetos profissionais comprometidos com a justiça social. A bolsa possui duração inicial de 12 meses, com possibilidade de renovação até a conclusão do curso, desde que o estudante mantenha o desempenho acadêmico e cumpra as metas estabelecidas pelo programa.
Requisitos e processo de seleção virtual
Para concorrer, os candidatos devem ser brasileiros natos ou naturalizados e comprovar aceitação ou matrícula em universidades estrangeiras efetuada a partir de 2024. A Gerente de Programas do Fundo Baobá, Taina Medeiros, ressaltou que o objetivo é fortalecer trajetórias de excelência, fomentando um projeto de atuação profissional pautado pelo compromisso coletivo com a equidade. A seleção será conduzida inteiramente de forma virtual, facilitando a participação de estudantes que já residem fora do país.
O processo seletivo está dividido em três etapas rigorosas: análise documental dos pré-requisitos, avaliação de candidatura (incluindo vídeo de apresentação e cartas de recomendação) e, por fim, entrevistas individuais com a banca examinadora. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível no site oficial do Fundo Baobá. A iniciativa é vista como um passo importante para garantir que talentos brasileiros negros ocupem espaços de ponta na ciência mundial, levando consigo a bagagem da diversidade para a inovação tecnológica.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia