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Funarte celebra 50 anos com abertura de nova sede do Cedoc no Rio de Janeiro

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) encerra nesta terça-feira, 31 de março, as comemorações de seu cinquentenário com a inauguração da nova sede do Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc). O acervo, que reúne mais de 2 milhões de itens da memória artística brasileira, passa a ocupar o casarão histórico onde funcionou o Museu da Casa da Moeda, no centro do Rio de Janeiro. A mudança marca a consolidação da nova Diretoria de Memória, Pesquisa e Produção de Conteúdos (Dimemo), criada para valorizar o papel formulador de políticas públicas da instituição.
O novo espaço abre as portas com a “Ocupação Grande Othelo”, mostra que reúne 160 itens sobre a vida e obra do icônico artista negro, incluindo roteiros, fotografias e troféus. A exposição, realizada em parceria com o Itaú Cultural, fica em cartaz até 30 de setembro com visitação gratuita. Segundo a presidenta da Funarte, Maria Marighella, a entrega do prédio próprio simboliza um marco na preservação do patrimônio cultural, integrando arquivos de nomes como Oduvaldo Vianna e Walter Pinto, reconhecidos pela Unesco no Programa Memória do Mundo.
A celebração continua no Palácio Gustavo Capanema, sede histórica da Funarte que foi devolvida ao público em 2025 após longo restauro pelo Novo PAC. A partir das 16h, o mezanino do edifício recebe a exposição “Visualidades Brasileiras – Funarte 50 Anos”, revisitando cinco décadas de artes plásticas e fotografia no Brasil. A curadoria de Luíza Interlenghi destaca iniciativas como o Projeto Macunaíma e os Salões Nacionais, promovendo uma imersão na diversidade estética fomentada pela autarquia desde 1976.
O encerramento festivo ocorre nos pilotis do Capanema, a partir das 18h, com o show das cantoras Cátia de França, Josyara e Juliana Linhares. O espetáculo une gerações da música nordestina em um local emblemático, que já foi palco de históricas lutas em defesa da cultura brasileira. Maria Marighella reforça que este ciclo comemorativo institui a Política Nacional das Artes, reafirmando a soberania do país por meio do reconhecimento da música, teatro, circo, dança e cinema como bens coletivos fundamentais.
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Fonte: News Rondônia

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