O ambiente político em Rondônia parece cada vez mais marcado por ruídos internos e movimentos que colocam em xeque a unidade de grupos para as eleições de 2026. O ex-prefeito de Cacoal e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Adailton Fúria, passou a enfrentar um desgaste vindo justamente de aliados políticos e integrantes da própria base.
Nos bastidores, lideranças ligadas ao governo do coronel Marcos Rocha e até integrantes do primeiro escalão já começam a demonstrar aproximação com outros projetos majoritários, movimento que tem provocado desconforto dentro do grupo governista.
Em Cacoal, a situação ganhou novos capítulos após o atual prefeito Tony Pablo anunciar medidas de contenção de despesas e cortes administrativos com o argumento de promover equilíbrio fiscal nas contas do município. A declaração acabou levantando dúvidas e incertezas sobre a situação financeira herdada da gestão anterior, comandada por Adailton Fúria por dois mandatos.
O discurso de austeridade adotado pela atual administração rapidamente repercutiu no meio político e nas redes sociais, alimentando interpretações de que a prefeitura poderia enfrentar dificuldades financeiras após a troca de comando no Executivo municipal.
Diante da repercussão, Adailton Fúria utilizou suas redes sociais para rebater as interpretações e esclarecer os questionamentos levantados. Em vídeo publicado na internet, o ex-prefeito afirmou que todas as suas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia nos últimos cinco anos de sua administração.
Fúria também argumentou que parte das dificuldades enfrentadas pela atual gestão está relacionada às limitações impostas pela legislação eleitoral, especialmente no que se refere à realização de eventos e shows, além da redução nos repasses federais recebidos pelos municípios.
Segundo o ex-prefeito, a queda de arrecadação não é uma realidade exclusiva de Cacoal, mas um problema enfrentado por diversas prefeituras brasileiras diante das oscilações econômicas e da diminuição das transferências constitucionais da União.
Mesmo com a tentativa de esclarecimento, o episódio evidenciou um clima de desconforto político dentro do próprio PSD e aliados, justamente em um momento em que Adailton Fúria busca consolidar seu nome para a disputa pelo Palácio Rio Madeira. Em meio às movimentações internas e aos sinais de distanciamento de aliados, cresce a avaliação de que o pré-candidato terá de enfrentar não apenas adversários externos, mas também o chamado “fogo amigo” dentro do próprio grupo político.
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Fonte: News Rondônia