O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, nesta segunda-feira (1º), uma nota elogiando a notável resiliência da economia do Brasil diante dos múltiplos choques internos e pressões externas enfrentados pelo país. De acordo com a análise, o Brasil encontra-se relativamente protegido dos aumentos globais de preços do petróleo em razão de sua condição de exportador e da alta participação de fontes renováveis na matriz elétrica.
Projeções e desafios
Os indicadores econômicos sinalizam uma recuperação no início de 2026, com a expectativa de que o crescimento alcance cerca de 2,5% no médio prazo. Apesar dessa avaliação, o FMI alertou para riscos internacionais, como a deterioração de tensões geopolíticas e o aperto nas condições financeiras globais.
A instituição reforçou que o país possui pilares de sustentação sólidos, incluindo um sistema financeiro robusto, reservas adequadas e um regime cambial flexível. Em relação à política monetária, o FMI considerou adequadas as recentes reduções de juros, mas recomendou cautela e flexibilidade futura devido às pressões inflacionárias decorrentes dos custos da energia.
Compromisso fiscal e crescimento
Para garantir a sustentabilidade da dívida pública e abrir espaço para investimentos, a entidade defende:
A continuidade do esforço fiscal e a preservação de receitas extraordinárias do petróleo.
A implementação de reformas estruturais e o avanço da agenda ambiental como motores de um crescimento mais forte e inclusivo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou o reconhecimento do FMI e reafirmou a meta do governo de alcançar um crescimento anual sustentável de pelo menos 4%, impulsionado pelo aumento da produtividade. O ministro destacou que o diálogo com o Fundo apoia a gestão macroeconômica, mantendo o foco no equilíbrio da dívida, no controle da inflação e no fortalecimento de políticas sociais e ambientais.
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Fonte: News Rondônia