O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino divulgou nesta sexta-feira (9) dados e trechos de um relatório elaborado pelo setor de segurança da própria Corte, o qual aponta a existência de milhares de mensagens circulando na internet com ameaças explícitas de agressão física e assassinato contra os integrantes do tribunal. O material e as capturas de tela foram compartilhados pelo magistrado em sua conta oficial na rede social Instagram.
De acordo com as informações expostas, as publicações contêm intimidações diretas de fuzilamento e apelos violentos inspirados em episódios históricos. Para o ministro, o volume de hostilidades digitalmente impulsionadas decorre da repetição contínua de inverdades e narrativas fabricadas com o propósito deliberado de instigar a violência. Dino pontuou que, embora divergências sobre decisões judiciais devam ser tratadas por meio dos recursos cabíveis nos órgãos competentes, a escalada de discursos de ódio contra julgadores ameaça diretamente a base do Estado Democrático de Direito.
Apesar da gravidade das ameaças catalogadas pelo tribunal, o magistrado assegurou que sua rotina profissional e seu posicionamento institucional permanecerão inalterados diante das pressões externas. O episódio reacende as discussões em torno do Inquérito das Fake News, instaurado originariamente em 2019 para apurar campanhas coordenadas de difamação, ameaças e ataques direcionados aos ministros do STF e aos seus familiares em decorrência de decisões da jurisdição constitucional.
FAQ Onde foram publicadas as informações relativas ao relatório de segurança do STF?
Os trechos e imagens do documento foram divulgados pelo ministro Flávio Dino em seu perfil verificado no Instagram.
Qual foi o teor principal das mensagens apontadas pelo levantamento da Corte?
O relatório registrou milhares de manifestações contendo ameaças de morte, fuzilamento e agressões físicas contra ministros.
O que o magistrado destacou sobre o impacto das ameaças na rotina do tribunal?
Dino afirmou que sua atuação profissional não será modificada e alertou que o medo de magistrados comprometeria a existência do próprio Poder Judiciário.
Com informações de Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil Veja mais notícias
