A morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, ocorrida no último sábado (23) em São Paulo, segue sob investigação pelo 57º Distrito Policial (Parque da Mooca). Um atestado de óbito preliminar indicou morte súbita por cardiomiopatia hipertrófica, uma condição cardíaca que causa o espessamento anormal do músculo do coração. As autoridades agora aguardam os laudos detalhados do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a origem da doença e identificar se o uso de substâncias hormonais, admitido pelo atleta em suas redes sociais, contribuiu para o desfecho.
Gabriel foi encontrado sem vida por um amigo em seu apartamento, na Mooca, zona leste da capital. O corpo estava na cozinha, caído de bruços. Segundo o boletim de ocorrência, não havia sinais de arrombamento ou luta no imóvel, embora a perícia tenha apreendido diversos medicamentos no local. A mãe do jovem relatou às autoridades que o filho não possuía histórico conhecido de doenças cardíacas e que, no último contato realizado na quinta-feira (21), ele aparentava estar bem.
Trajetória no fisiculturismo
Natural do Rio de Janeiro, Ganley tornou-se um dos nomes promissores do fisiculturismo brasileiro, reunindo milhões de seguidores em plataformas digitais. Sua ascensão ocorreu durante a pandemia, com conteúdos focados em disciplina e rotina de treinos. Inicialmente adepto do fisiculturismo natural, o atleta passou a abordar abertamente em seus canais o uso de anabolizantes a partir do último ano, tema que agora integra as linhas de investigação pericial.
Antes de consolidar sua carreira no esporte, Gabriel teve sucesso como jogador competitivo de Pokémon TCG, chegando a representar o país em torneios mundiais. A notícia de sua morte gerou forte comoção entre fãs e profissionais do setor. Patrocinadores, como a Integralmédica, destacaram a influência do atleta na promoção de um estilo de vida disciplinado. O corpo do jovem foi cremado nesta segunda-feira (25) em uma cerimônia restrita aos familiares.
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Fonte: News Rondônia