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Fim da escala 6×1 divide entidades sindicais e patronais

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados gerou reações opostas entre representantes de trabalhadores e do setor empresarial. Para centrais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a medida é uma “vitória histórica” da classe trabalhadora, sendo fruto de negociações institucionais, diálogo com parlamentares e pressão de movimentos sociais. A entidade, em nota conjunta com a Força Sindical e a UGT, reforçou que a mudança reflete as transformações do mundo do trabalho e proporcionará maior qualidade de vida aos profissionais ao ampliar o tempo dedicado à família, à saúde e ao lazer.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) também apoiou a proposta, destacando que o desenvolvimento do país não pode ser medido pela “exaustão dos trabalhadores” e que a medida representa o reconhecimento de que o descanso e a convivência familiar são direitos essenciais. As centrais sindicais convocaram os trabalhadores a manterem a mobilização para assegurar a continuidade da tramitação no Senado Federal.
Preocupações do setor produtivo
Em contrapartida, entidades patronais manifestaram forte oposição. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a proposta como “inadequada e inoportuna”, argumentando que a redução da jornada por imposição legal, sem ganhos de produtividade e com prazos de transição insuficientes, elevará os custos de operação e pressionará os preços de produtos e serviços. A CNI defende que tais mudanças devem ser tratadas via negociação coletiva, preservando a segurança jurídica e a capacidade de adaptação das empresas às diferentes realidades produtivas.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou a votação, qualificando-a como uma iniciativa movida por interesses eleitorais que fere a liberdade de negociação e a segurança jurídica ao romper contratos vigentes. No agronegócio, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) projetou impactos financeiros expressivos, estimando um custo adicional de R$ 4,1 bilhões ao setor no Paraná devido à necessidade de novas contratações ou pagamento de horas extras para cobrir as demandas operacionais das safras. As entidades patronais pedem um maior diálogo e uma análise técnica das peculiaridades de cada setor antes da promulgação definitiva.
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Fonte: News Rondônia

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