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Falta de atenção na declaração do IR pode levar contribuintes à malha fina

Com milhões de declarações já enviadas, divergências de dados seguem como principal causa de retenção na análise.
Assessoria/CrediSIS
O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda se encerra no dia 29 de maio. Até o dia 9 de abril, mais de 10 milhões de contribuintes haviam enviado o documento, sendo que mais de 60% optaram pela versão pré-preenchida. Apesar da facilidade, quase 10% das declarações apresentam inconsistências, sendo que mais de 900 mil foram retidas em malha fina, demonstrando a importância de atenção no preenchimento das informações.
Entre os erros mais comuns estão a omissão de rendimentos, divergências de dados e problemas relacionados a dependentes e despesas médicas. Essas inconsistências ocorrem quando as informações declaradas não coincidem com aquelas informadas por empresas, instituições financeiras ou operadoras de planos de saúde, o que aciona, automaticamente, os mecanismos de verificação da Receita Federal.
Giovanna Bosio, especialista fiscal do Sistema CrediSIS, comenta que a omissão de rendimentos ainda está entre os principais pontos de atenção na declaração do Imposto de Renda, especialmente em casos que envolvem múltiplas fontes de renda ou inclusão de dependentes.
“A omissão acontece quando o contribuinte deixa de informar alguma fonte de renda, como trabalhos extras, aluguel ou até rendimentos de contas bancárias diferentes. Também é comum esquecer de incluir os rendimentos de dependentes, o que gera divergências nos dados”, explicou Giovanna.
Outro ponto de atenção está nas despesas médicas, que frequentemente aparecem entre os motivos de retenção. Como não possuem limite de dedução, essas despesas passam por um controle mais rigoroso, exigindo comprovação detalhada por parte do contribuinte.
A gerente fiscal do Sistema CrediSIS, Stephane Rodelini, lembra que o cuidado com a documentação e a correta classificação das despesas são fatores determinantes para evitar inconsistências durante a análise da Receita Federal.
“O contribuinte deve declarar apenas despesas que possam ser comprovadas com recibos ou notas fiscais válidas. Também é importante evitar incluir gastos que não são dedutíveis, como medicamentos comprados em farmácia, pois isso pode gerar inconsistências”, orientou a gerente.
A inclusão de dependentes também exige cuidado. Um erro recorrente ocorre quando duas pessoas declaram o mesmo dependente, situação que não é permitida. Além disso, ao incluir um dependente, é obrigatório informar todos os rendimentos vinculados a ele, o que nem sempre é observado.
Caso haja alguma inconsistência, a declaração pode cair na chamada malha fina. Nesses casos, o documento fica retido para análise, e o contribuinte pode ter a restituição atrasada até que a situação seja regularizada. No entanto, estar na malha não significa, necessariamente, que houve fraude, mas sim a necessidade de verificação das informações.
A correção, na maioria das situações, é simples e pode ser feita por meio de uma declaração retificadora, ajustando os dados incorretos ou apresentando documentos que comprovem as informações. Ainda assim, é importante estar atento a um detalhe: após o prazo final de entrega, não é possível alterar o modelo de tributação escolhido, simplificado ou completo.
Isso significa que, caso o contribuinte tenha optado por um modelo e posteriormente precise corrigir informações, não poderá migrar para outro regime, o que pode impactar diretamente no valor a pagar ou a restituir. Por isso, a recomendação é revisar cuidadosamente todos os dados antes do envio e evitar incluir despesas indevidas apenas para aumentar a restituição.
Com o avanço do prazo e o aumento no número de declarações enviadas, a atenção aos detalhes se torna ainda mais importante. A conferência das informações, o uso de documentos válidos e a organização prévia dos dados são medidas que ajudam a evitar problemas e garantem mais tranquilidade durante o processo de declaração.


Fonte:

g1 > Rondônia

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