Foto: Ricardo Stuckert/PR
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF chegou à reta final com placar apertado na CCJ do Senado.
A sabatina foi marcada para 28 de abril, com votação no plenário prevista para o dia seguinte. Para ser aprovado, Messias precisa de ao menos 41 votos no plenário do Senado.
Placar na CCJ
O levantamento mais recente aponta nove votos favoráveis a Messias na CCJ, onde são necessários ao menos 14 dos 27 para aprovação. Os oito votos contrários são dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Esperidião Amin (PP-SC), Magno Malta (PL-ES), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (PL-PR) e Marcio Bittar (PL-AC).
O maior grupo continua sendo o dos senadores que ainda não se posicionaram.
Votos favoráveis
Os votos confirmados a favor incluem senadores da base governista, como Augusta Brito (PT-CE) e Rogério Carvalho (PT-SE), além de nomes de outros partidos, como Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de Jair Bolsonaro.
A presença de nomes fora da base petista é lida pelo Planalto como sinal de que a aprovação na CCJ está ao alcance, ainda que por margem estreita.
A aposta do governo
Aliados do governo Lula no Senado trabalham com um cenário de aprovação relativamente confortável para Messias, projetando ao menos 48 votos no plenário.
A avaliação interna é que, embora haja resistências públicas, parte do apoio tende a se concretizar de forma reservada, já que a votação será secreta.
O chamado “voto silencioso” incluiria senadores que evitam declarar posição antecipadamente, mas sinalizam adesão nos bastidores.
Parecer favorável do relator
O relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), fez a leitura de seu parecer favorável à nomeação na CCJ em 15 de abril.
O documento tem caráter mais protocolar do que decisório e se concentra na apresentação do currículo e da trajetória de Messias, com informações sobre sua formação e atuação profissional.
Impasse de calendário
O governo enfrenta um impasse logístico entre manter a sabatina para 28 de abril ou recuá-la para 29. O dia 28 reduz o risco de falta de quórum, enquanto o dia 29 amplia o tempo para articulações com senadores.
A sabatina, inicialmente prevista para 29 de abril, foi antecipada diante do risco de esvaziamento na semana do feriado de 1º de maio.
Fonte: Conexão Política