A disputa eleitoral em Rondônia ganhou novos contornos após movimentações atribuídas ao grupo de Expedito Neto para tentar alterar a composição da chapa do PSB e inviabilizar a candidatura de Neidinha Suruí ao Senado Federal.
Defensora dos direitos humanos, dos povos tradicionais e da preservação da Amazônia, Neidinha teve sua candidatura definida dentro do processo partidário e do calendário eleitoral. Agora, segundo aliados do PSB, estaria sendo alvo de uma articulação política para modificar a composição da disputa após a realização das convenções.
O episódio chama ainda mais atenção pelo contexto político familiar. Expedito Júnior, pai de Expedito Neto, atua como coordenador-geral da campanha de Adailton Fúria ao Governo de Rondônia pelo PSD, enquanto Expedito Neto participa diretamente da disputa política e eleitoral em torno da composição das candidaturas.
Nos bastidores, integrantes do PSB interpretam as movimentações como uma tentativa de pressionar o partido a aderir a uma composição que favoreceria Expedito Neto, numa espécie de imposição política após as decisões partidárias já tomadas.
A disputa ocorre também em um cenário de crescimento eleitoral de Samuel Costa, candidato do PSB ao Governo de Rondônia. Pesquisas recentes citadas no debate político estadual apontam Samuel à frente de Expedito Neto em determinados levantamentos, aumentando a tensão entre os grupos.
Para aliados de Samuel Costa, a tentativa de interferir na candidatura de Neidinha Suruí seria uma demonstração de preocupação com o avanço do PSB e uma tentativa de alterar, por meio de articulações políticas, um cenário que deveria ser decidido pelo voto popular.
A comparação com o histórico político de Expedito Neto também ganhou espaço no debate. O parlamentar esteve entre os políticos que defenderam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e agora se vê no centro de uma nova controvérsia política, desta vez envolvendo diretamente a composição eleitoral de Rondônia.
A candidatura de Neidinha Suruí representa uma agenda ligada à defesa dos direitos humanos, dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e da preservação ambiental. Sua retirada da disputa teria impacto direto no cenário da eleição para o Senado.
O PSB sustenta que suas decisões devem ser respeitadas e que qualquer composição eleitoral precisa ocorrer dentro das regras partidárias e eleitorais, sem pressão ou imposição de grupos externos.
Em uma democracia, candidatura não se ganha no grito nem se retira por conveniência política. Quem deve decidir quem ocupará as cadeiras do Senado é o eleitor de Rondônia, por meio do voto.
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Fonte: News Rondônia