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Exército mantém vigilância em fronteiras sob corte de verbas

O Exército Brasileiro assegurou a manutenção de suas atividades permanentes de vigilância e fiscalização nas fronteiras nacionais, mesmo diante do contingenciamento orçamentário anunciado pelo Poder Executivo no final de maio. O bloqueio, que impactou o Ministério da Defesa, força agora a instituição a reavaliar o cronograma de ações adicionais de combate ao crime que estavam previstas, mas ainda não haviam sido iniciadas.
Operação Escudo
As atividades contínuas, reunidas sob a denominação de Operação Escudo, compreendem o patrulhamento fluvial, fiscalização e ações de reconhecimento destinadas a reafirmar a presença do Estado brasileiro na faixa de fronteira. Essas operações são fundamentais para o combate a crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços, incluindo o tráfico de entorpecentes, armas e munições. O trabalho é realizado em coordenação com a Polícia Federal e o apoio das forças de segurança estaduais.
Impacto do arcabouço fiscal
O contingenciamento de recursos faz parte de um ajuste mais amplo do governo federal, que totalizou 23,7 bilhões de reais bloqueados em 2026. A medida é uma exigência do arcabouço fiscal, regra voltada ao controle das despesas públicas. A necessidade de abrir espaço orçamentário para o crescimento de gastos obrigatórios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e benefícios previdenciários, justificou o bloqueio.
Por outro lado, o cenário orçamentário levanta discussões sobre as prioridades nacionais. Enquanto setores essenciais como defesa, saúde e educação estão submetidos a limites rígidos, as despesas financeiras com o pagamento da dívida e juros não possuem restrições impostas pelo arcabouço. Enquanto aguarda possíveis desbloqueios de recursos até o final do ano, o comando do Exército segue realizando um levantamento técnico para ajustar o planejamento das ações extras de repressão ao crime, visando otimizar a presença da Força na região de fronteira.
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Fonte: News Rondônia

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