O Comando Central dos Estados Unidos detalhou, nesta segunda-feira (14), a extensão e as regras do bloqueio naval ao Estreito de Ormuz, em uma tentativa de retomar o controle da região frente ao Irã. A zona de exclusão foi ampliada para o leste, abrangendo agora o Golfo de Omã e partes do Mar da Arábia. Segundo o comunicado oficial aos navegantes, qualquer embarcação que entrar ou sair da área bloqueada sem autorização prévia estará sujeita a interceptação, desvio e captura pelas forças americanas.
O impacto nas rotas comerciais foi imediato. Dados de rastreamento da plataforma MarineTraffic mostraram que os navios-tanque Rich Starry e Ostria, que transportam petróleo e produtos químicos, deram meia-volta minutos após se aproximarem da hidrovia assim que o bloqueio entrou em vigor. Antes do início da restrição, pelo menos oito embarcações conseguiram transitar pelo estreito, incluindo petroleiros carregados com diesel e produtos iranianos que conseguiram sair do Golfo na madrugada de hoje.
A decisão de Donald Trump ocorre após o fracasso das negociações diplomáticas no último fim de semana para encerrar a guerra de seis semanas entre os Estados Unidos e o Irã. O bloqueio asfixia o litoral iraniano, mas o comando militar ressaltou que o trânsito neutro para países não envolvidos no conflito e remessas humanitárias como alimentos e medicamentos serão permitidos sob rigorosa inspeção. A incerteza global fez com que os preços do petróleo disparassem, superando novamente a marca de 100 dólares por barril.
O Estreito de Ormuz é considerado a artéria mais importante do comércio energético mundial, sendo responsável pela movimentação de 20% dos suprimentos globais de petróleo e gás. O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, alertou que a interrupção prolongada pode causar danos severos à economia global. Com o bloqueio em vigor, o monitoramento por satélite e patrulhas navais americanas foram intensificados para garantir o isolamento comercial do governo de Teerã.
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Fonte: News Rondônia