O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acusou o Pix de prejudicar de forma injusta empresas de serviços de pagamento eletrônico dos EUA, citando nominalmente marcas como Visa, MasterCard e WhatsApp Pay. Segundo o documento, as políticas do Brasil concedem tratamento preferencial e discriminatório à tecnologia criada pelo Banco Central.
Conflito de interesses e restrições
A conselheira jurídica geral do USTR, Jennifer Thornton, argumenta que o papel duplo do Banco Central atuando como regulador e operador do Pix gera um conflito de interesses. A investigação aponta que a obrigatoriedade de instituições financeiras oferecerem o Pix gratuitamente e com destaque em seus aplicativos impõe custos aos provedores norte-americanos, forçando-os a promover um concorrente sem compensação.
Histórico da investigação
O relatório, divulgado na segunda-feira (1º), conclui uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, durante o governo de Donald Trump, sob alegação de práticas comerciais desleais. A pressão contra o sistema brasileiro seria motivada pela concorrência direta com as bandeiras de cartão de crédito e empresas de tecnologia, além da ascensão do Pix como alternativa ao dólar em transações internacionais.
Próximos passos
Entre as ações sugeridas pelo USTR está a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro e as empresas afetadas possuem prazo até o dia 15 de julho para se manifestar sobre as conclusões, período após o qual os Estados Unidos poderão implementar medidas corretivas.
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Fonte: News Rondônia