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Especialista defende o brincar como direito essencial

O brincar é muito mais que uma simples distração; é a linguagem fundamental da infância e um direito humano garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela ONU. Em celebração ao Dia Mundial do Brincar, comemorado no último dia 28 de maio, especialistas reforçam que o ato de brincar é a principal forma de a criança elaborar sentimentos, compreender o mundo e desenvolver sua humanidade. Para Sarah Menezes Rocha, pesquisadora e conselheira da Aliança pela Infância, o brincar livre é o espaço onde se criam vínculos e se expressa a cidadania.
O brincar como linguagem e cultura
Segundo a pesquisadora, o brincar é a forma como a criança experimenta o mundo e traduz a cultura ao seu redor. “A gente tem, no Brasil, um brincar tão diverso. As crianças também são seres produtores de cultura”, destaca Sarah. Para a especialista, a atividade não possui idade limite, sendo uma característica intrínseca ao ser humano que deve ser cultivada ao longo de toda a vida. No desenvolvimento infantil, é através do brincar que a criança aprende a negociar, a lidar com conflitos e a exercitar a paciência, habilidades vitais para sua formação cidadã.
O desafio na educação e na sociedade
Apesar de ser estabelecido como parte do currículo da educação infantil pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o brincar enfrenta obstáculos no ensino fundamental. Sarah alerta para a pressão por desempenho e a “escolarização precoce”, que antecipa cobranças produtivistas para crianças cada vez mais novas. A especialista ressalta que essa lógica de antecipação de metas não é exclusividade das escolas, mas um reflexo de uma sociedade que valoriza o excesso de atividades dirigidas em detrimento da experiência livre e espontânea.
Como proteger o tempo da infância
Para incentivar o brincar de maneira efetiva, o compromisso precisa ser comunitário e social. As recomendações passam por três pilares fundamentais:
Tempo e ritmo: Garantir rotinas menos aceleradas nas famílias e escolas, permitindo que a criança tenha momentos de ócio criativo.
Espaço e segurança: Valorizar brincadeiras ao ar livre e cobrar das autoridades políticas públicas que garantam parques e praças seguros para a convivência.
Escuta ativa: Incluir a criança nas decisões e ouvir suas necessidades, criando espaços onde ela possa ser, de fato, criança.
A Aliança pela Infância mantém uma agenda nacional de atividades até este domingo (31), em um esforço conjunto para que escolas, coletivos e famílias reafirmem o brincar como uma das experiências mais ricas e necessárias para a construção de um futuro mais humano e democrático.
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Fonte: News Rondônia

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