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Entra em vigor decisão dos EUA de considerar facções como terroristas

Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a medida do governo de Donald Trump que classifica as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio, feito originalmente no dia 28 de maio, tem provocado reações diplomáticas severas. O governo brasileiro manifestou preocupação, argumentando que a classificação pode permitir interferências externas em assuntos internos, sob o pretexto de combate ao terrorismo, e reforçou que o combate ao crime deve respeitar a soberania nacional e ocorrer via cooperação internacional.
Preocupações econômicas e geopolíticas
Além do impacto político, a medida é vista por especialistas como um possível instrumento de pressão contra a autonomia brasileira. Há temores de que a decisão resulte em prejuízos ao sistema financeiro, ao turismo e ao comércio exterior do país. A estratégia integra um movimento da Casa Branca de designar organizações de diversas nações latinas como terroristas, alinhado à coalizão “Escudo das Américas”, que, segundo observadores, busca conter a influência de adversários como Rússia e China na região.
Barreiras comerciais e o Pix
A tensão econômica se agravou após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA recomendar a taxação de 25% sobre importações brasileiras, citando supostas práticas desleais. O órgão estadunidense também criticou o Pix, argumentando que o sistema de pagamentos brasileiro prejudica empresas dos EUA como Visa, Mastercard e Whatsapp Pay.
Adicionalmente, o governo Trump sinalizou a intenção de aplicar tarifas de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de combater o trabalho forçado. O Itamaraty refutou as alegações, classificando-as como medidas protecionistas unilaterais, e indicou que o Brasil poderá utilizar a Lei de Reciprocidade para adotar contramedidas comerciais caso as barreiras se concretizem.
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Fonte: News Rondônia

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