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Entidades criticam redução tímida da taxa Selic pelo BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (17) a redução da taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão marca a terceira queda consecutiva do indicador em 2026, mantendo um ritmo de flexibilização gradual que tem sido alvo de duras críticas por parte de representantes da indústria e dos trabalhadores. Para estas entidades, a medida é insuficiente para destravar os investimentos produtivos e aliviar o custo de vida das famílias brasileiras.
Insatisfação no setor produtivo
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou o corte como ineficaz diante da “asfixia financeira” enfrentada pelo setor. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que juros reais elevados continuam a inviabilizar projetos de expansão industrial, penalizando o consumo e mantendo o governo e as empresas sob pressão pelo serviço da dívida. A entidade argumenta que o alívio recente nos preços do petróleo, decorrente de acordos geopolíticos no Oriente Médio, ofereceria espaço para uma flexibilização monetária mais agressiva por parte do Banco Central.
Críticas dos trabalhadores
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também se manifestou contra o ritmo da redução, classificando a decisão como “tímida”. Em nota, a central sindical afirmou que a política monetária atual ignora sinais de recuperação econômica e mantém a classe trabalhadora sob o peso de um crédito encarecido. A CUT reforçou que o modelo de autonomia do Banco Central favorece a especulação financeira em detrimento do financiamento de áreas estratégicas, como saúde, educação e infraestrutura, defendendo um corte mais contundente nos juros para estimular a geração de empregos de qualidade.
Sinais de cautela
Embora a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tenha classificado a decisão como positiva, a entidade ponderou que o patamar atual da Selic ainda é restritivo. Segundo a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, o custo do crédito permanece como um entrave para a retomada consistente de investimentos no setor. Do lado do Banco Central, o tom permanece cauteloso. Em seu comunicado oficial, o órgão apontou que as projeções de inflação se distanciaram da meta, exigindo serenidade na condução da política monetária diante de um cenário global ainda marcado por volatilidade de preços e riscos fiscais domésticos.
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Fonte: News Rondônia

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