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Empresas dos EUA pedem isenção para produtos do Brasil

Grandes empresas norte-americanas solicitaram ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que diversos produtos importados do Brasil sejam excluídos da proposta de novas tarifas comerciais. Entre as companhias que apresentaram pedidos formais estão Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay, que defendem a manutenção do fluxo de importações brasileiras para evitar impactos na indústria, no comércio e no consumidor dos Estados Unidos.
Os documentos foram encaminhados ao USTR em meio à investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, mecanismo utilizado para avaliar práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA. Paralelamente, o órgão iniciou audiências públicas para discutir a possibilidade de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros.
Empresas apontam riscos para a economia americana
Nas manifestações enviadas ao governo dos Estados Unidos, as empresas argumentam que a adoção de novas tarifas poderá aumentar custos de produção, comprometer cadeias de abastecimento e reduzir a competitividade de diversos setores da economia norte-americana.
A Tesla solicitou a exclusão de insumos industriais utilizados na fabricação de veículos elétricos, robôs e sistemas de armazenamento de energia. Segundo a empresa, alguns componentes estratégicos ainda não podem ser produzidos em quantidade suficiente nos Estados Unidos, tornando o fornecimento brasileiro essencial durante o processo de expansão da cadeia produtiva.
A companhia afirma que a substituição imediata desses fornecedores elevaria custos e poderia afetar investimentos voltados ao desenvolvimento tecnológico e à geração de empregos.
Coca-Cola destaca crise na produção de laranja
A Coca-Cola pediu que o governo americano mantenha a isenção já prevista para o suco de laranja brasileiro e inclua também o limão e seus derivados entre os produtos livres de novas tarifas.
Segundo a empresa, a produção de laranja na Flórida sofreu forte redução nas últimas décadas devido ao avanço de doenças e problemas climáticos. Com isso, o Brasil tornou-se um fornecedor indispensável para abastecer a indústria de bebidas e alimentos nos Estados Unidos.
A fabricante ressalta que substituir rapidamente fornecedores internacionais não é viável, especialmente por questões relacionadas aos protocolos de segurança alimentar.
Nestlé solicita isenção para café e colágeno
A Nestlé também apresentou pedido para ampliar a lista de produtos isentos, incluindo café solúvel e colágeno bovino produzidos no Brasil.
A multinacional argumenta que o café não é produzido em escala comercial suficiente nos Estados Unidos e que o Brasil lidera a exportação mundial de colágeno bovino, matéria-prima utilizada pela indústria alimentícia, farmacêutica e de suplementos.
A empresa destacou ainda que grande parte de sua cadeia de fornecimento já atende aos critérios internacionais de sustentabilidade e controle ambiental.
eBay defende exclusão de produtos usados
A plataforma de comércio eletrônico eBay propôs uma isenção específica para produtos usados, seminovos e de segunda mão.
Segundo a empresa, esses itens já completaram seu ciclo produtivo e não deveriam ser atingidos por tarifas voltadas à produção industrial. O eBay argumenta que a medida penalizaria pequenos vendedores, consumidores de baixa renda e criaria dificuldades operacionais para identificar a origem de milhares de produtos comercializados diariamente.
Audiências continuam nos Estados Unidos
As audiências públicas promovidas pelo USTR reúnem representantes de empresas, entidades setoriais e especialistas para discutir os possíveis impactos econômicos da medida.
Enquanto o governo brasileiro contesta a investigação e considera que ela não possui fundamento jurídico suficiente, empresas americanas defendem que uma eventual ampliação das tarifas poderá provocar aumento de preços internos, reduzir a oferta de matérias-primas e afetar diretamente diversos segmentos da economia dos Estados Unidos.
O resultado das audiências poderá influenciar a decisão final do governo norte-americano sobre a aplicação das novas tarifas às exportações brasileiras.
FAQ
Por que empresas dos EUA são contra novas tarifas ao Brasil?
Porque afirmam que diversos produtos brasileiros são essenciais para suas cadeias de produção e abastecimento, tornando difícil sua substituição imediata.
Quais empresas apresentaram pedidos ao governo americano?
Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay estão entre as companhias que solicitaram isenções para produtos brasileiros.
Quais produtos podem ser afetados?
Entre eles estão insumos industriais, café solúvel, colágeno bovino, suco de laranja, limão e produtos usados comercializados por plataformas digitais.
O que é a investigação da Seção 301?
É um procedimento da legislação comercial dos Estados Unidos utilizado para avaliar práticas de outros países consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.
 
Com informações de g1
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Fonte: News Rondônia

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