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Embaixador do Irã no Brasil classifica negociações com EUA como “ilusão”

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, afirmou nesta segunda-feira, 30 de março, que a estratégia de diálogo proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não possui credibilidade junto ao governo e à população iraniana. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diplomata declarou que a ideia de uma nova mesa de negociações virou uma “piada mundial”, argumentando que o líder norte-americano dialoga apenas com as próprias expectativas enquanto mantém ataques aéreos contra o país.
Segundo Ghadiri, o Irã foi alvo de ofensivas militares em momentos cruciais de tentativas de acordo anteriores, o que quebrou a confiança em mediadores internacionais. O embaixador destacou que a opinião pública iraniana tem ocupado as ruas de Teerã para exigir que a soberania nacional seja defendida sem concessões aos EUA. Ele reforçou que o país permanece firme mesmo após a morte do líder supremo Ali Khamenei e a ascensão de seu filho, Seyyed Mojtaba Khamenei, ao comando da estrutura de poder.
Questionado sobre a influência de Teerã em grupos regionais, o diplomata rejeitou o termo “proxies” para definir aliados como o Hezbollah, no Líbano, e os Houthis, no Iêmen. Para o embaixador, esses movimentos são independentes e lutam por interesses nacionais próprios e pela libertação de seus territórios. Ghadiri inverteu a lógica da acusação, questionando se, na verdade, não seriam os Estados Unidos que atuam como representantes dos interesses de Israel na região.
Internamente, o diplomata assegurou que o fornecimento de serviços básicos e a coesão social do Irã seguem intactos, apesar de um mês de conflito intenso e décadas de sanções econômicas. Ele criticou duramente os ataques a universidades e cientistas, classificando as ações de Israel como um desrespeito ao progresso intelectual. O embaixador também agradeceu a maior parte da cobertura da imprensa brasileira, embora tenha citado episódios isolados de falta de profissionalismo e negação de direito de resposta em editoriais locais.
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Fonte: News Rondônia

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