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Eixo da Resistência e diplomacia iraniana celebram trégua no Líbano

O governo do Irã e o grupo Hezbollah oficializaram seu posicionamento sobre o cessar-fogo no Líbano, atribuindo o fim das hostilidades à união e ao poder de combate do chamado “Eixo da Resistência”. De acordo com comunicados emitidos por Teerã, a trégua foi uma conquista direta de meses de resistência armada e de esforços diplomáticos consistentes. O anúncio ocorre em um momento de narrativas divergentes: enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta capitalizar o acordo como um sucesso de sua gestão, o Irã reforça que a paz no Líbano era uma condição inegociável para a continuidade dos diálogos com Washington.
O Hezbollah divulgou um balanço detalhado de suas atividades durante os 45 dias de conflito intenso contra o exército de Israel. Segundo o partido-milícia, foram realizadas 2.184 operações militares, uma média de 49 ataques diários contra bases e quartéis israelenses. Em nota transmitida pela TV Al-Manar, o grupo alertou que permanecerá com a “mão no gatilho” para responder a qualquer violação da trégua. Para o chefe do Parlamento iraniano, Mohammed B. Ghalibaf, o resultado obriga os EUA a recuarem da política de prioridade absoluta aos interesses de Tel Aviv.
Em Israel, o anúncio da interrupção dos combates gerou surpresa e tensões internas no gabinete de Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro, que vinha ordenando o avanço das tropas até o Rio Litani e a tomada da cidade de Bent Jbel, teria aceitado os termos sob pressão direta de Donald Trump. A oposição israelense criticou o que chamou de “cessar-fogo imposto”, enquanto setores militares indicam que as tropas podem permanecer em solo libanês para garantir a segurança da fronteira, apesar do silêncio das armas.
A atual fase do conflito, inserida em uma história de décadas de tensões, teve um ponto de virada com a agressão direta ao Irã no final de fevereiro. A retomada das negociações de paz, agora mediadas com auxílio do Paquistão, permitiu a reabertura do Estreito de Ormuz para o comércio global, um alento para a economia mundial. A expectativa internacional volta-se para a segunda rodada de conversas entre Teerã e Washington nos próximos dias, que deve testar a resiliência deste frágil equilíbrio diplomático no Oriente Médio.
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Fonte: News Rondônia

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