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Economia dos Estados Unidos desacelera para 0,5% no fim de 2025

A economia dos Estados Unidos registrou um crescimento de apenas 0,5% no quarto trimestre de 2025, de acordo com a terceira e última estimativa divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Escritório de Análise Econômica (BEA). O resultado representa uma desaceleração acentuada em relação aos 4,4% registrados no terceiro trimestre e ficou abaixo das previsões iniciais de 1,4% e da segunda revisão de 0,7%. O principal entrave para o desempenho foi a revisão para baixo nos investimentos empresariais e no acúmulo de estoques.
O relatório detalha que a paralisação do governo federal, ocorrida entre outubro e novembro de 2025, foi o fator determinante para a freada na economia, subtraindo cerca de um ponto percentual do PIB do trimestre. Além disso, o consumo das famílias que sustenta mais de dois terços da atividade econômica americana foi revisado de 2% para 1,9%, refletindo um esfriamento nas compras de bens e serviços. Investimentos em propriedade intelectual e estruturas também apresentaram números mais fracos do que o esperado.
Apesar da lentidão no crescimento geral, o setor corporativo apresentou sinais de vitalidade. Os lucros de produção corrente aumentaram em US$ 246,9 bilhões no período, uma recuperação robusta frente aos US$ 175,6 bilhões do trimestre anterior. A demanda interna privada, medida pelas vendas finais para compradores domésticos (excluindo governo e comércio exterior), cresceu 1,8%. Embora positiva, essa métrica também foi revisada para baixo, evidenciando uma cautela maior do setor privado no final do ano passado.
Especialistas apontam que os dados do fechamento de 2025 foram “ruidosos” devido ao fechamento recorde do governo, o que dificulta uma leitura precisa da saúde econômica estrutural. Para o ano de 2025 como um todo, a economia dos EUA acumulou uma expansão de 2,1%. Agora, as atenções do mercado e das autoridades monetárias se voltam para o impacto dos choques nos preços do petróleo e as tensões no Oriente Médio, que podem pressionar a inflação e moldar o desempenho do PIB nos primeiros meses de 2026.
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Fonte: News Rondônia

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