A deputada estadual Dra. Taíssa (PL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (7), para emitir um alerta sobre a situação dos profissionais de saúde nas unidades prisionais. A parlamentar destacou que a ausência de um realinhamento salarial para a categoria pode desencadear um cenário de “caos social” no estado.
De acordo com a deputada, cerca de 100 servidores da saúde enfrentam os mesmos riscos biológicos e de segurança que os policiais penais. No entanto, o grupo foi excluído dos recentes ajustes concedidos à segurança prisional, o que Dra. Taíssa classificou como uma injustiça com quem atua na linha de frente.
A falta de pagamento do piso nacional da enfermagem para esses trabalhadores também foi criticada pela parlamentar. Segundo ela, a baixa remuneração tem motivado pedidos de exoneração e a busca por outros empregos, o que precariza o atendimento médico essencial dentro das unidades de detenção.
Riscos de paralisação no sistema
A deputada ressaltou que esses profissionais realizam procedimentos críticos, como aplicação de medicações e atendimentos de urgência em ambientes de alta tensão. Para Dra. Taíssa, a desvalorização coloca em xeque a continuidade dos serviços, podendo levar a uma greve que impactaria diretamente a ordem nos presídios.
“Se esses servidores pararem, o impacto será imediato e severo. Não podemos esperar que a situação vire um caos para buscar uma solução”, questionou a deputada. Ela fez um apelo aos demais 23 parlamentares para que intercedam junto ao Governo do Estado em favor da categoria.
O mandato da parlamentar segue cobrando providências concretas para garantir a equidade salarial. O objetivo é assegurar que os trabalhadores da saúde prisional recebam o reconhecimento adequado pela atividade de alto risco que desempenham diariamente em Rondônia.
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Fonte: News Rondônia