Se Liga Rondônia
Se Liga Rondônia

Doenças crônicas avançam e devem sobrecarregar sistemas de saúde até 2050

As doenças não transmissíveis (DNTs), como câncer, diabetes e problemas cardíacos, estão remodelando as sociedades modernas e ameaçam a sustentabilidade econômica global. Um relatório publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira (15) revela que, embora a expectativa de vida tenha aumentado, as pessoas estão vivendo mais tempo com múltiplas condições crônicas. O documento projeta que, entre 2026 e 2050, o número de novos casos deve crescer 31% apenas em função do envelhecimento da população nos países membros.
A prevalência de doenças graves registrou saltos significativos nas últimas três décadas. Entre 1990 e 2023, os casos de câncer subiram 36%, enquanto as doenças pulmonares obstrutivas crônicas avançaram 49%. Atualmente, uma em cada dez pessoas nos países da OCDE convive com o diabetes, e uma em cada oito sofre de doenças cardiovasculares. Segundo a organização, o aumento da obesidade tem anulado progressos feitos em outras frentes, como a redução do tabagismo e da poluição do ar.
O impacto dessas enfermidades vai além da saúde pública, atingindo diretamente a economia. O relatório destaca que as DNTs reduzem a capacidade de trabalho e a produtividade, elevando drasticamente os gastos governamentais. A previsão é que a despesa anual per capita com saúde relacionada a essas doenças cresça mais de 50% nas próximas décadas. Além disso, a multimorbidade quando um paciente enfrenta várias doenças simultaneamente deve aumentar 75% no bloco da OCDE.
Para conter essa tendência, a organização defende que a prevenção traz benefícios sociais e econômicos muito superiores ao tratamento tardio. O diagnóstico precoce e ações sobre fatores de risco são apontados como caminhos essenciais para aliviar a pressão sobre os orçamentos públicos. “Países que conseguem reduzir taxas de obesidade e tabagismo podem não apenas salvar vidas, mas garantir o retorno econômico e a estabilidade dos serviços de saúde”, conclui o documento.
Veja mais notícias


Fonte: News Rondônia

+Notícias

Últimas Notícias