O ator Juliano Cazarré anunciou nesta quarta-feira (22) o lançamento de seu novo projeto, o curso presencial “O Farol e a Forja”, voltado exclusivamente para o público masculino. Com o lema “o mundo precisa de homens que assumam seu papel”, a iniciativa está marcada para os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo. Segundo o ator, o objetivo é ajudar o homem a entender sua identidade em uma sociedade que, em sua visão, desampara a figura masculina e ignora os dilemas próprios do gênero.
A divulgação do projeto, porém, provocou reações imediatas de diversas colegas de profissão nas redes sociais. Atrizes renomadas como Marjorie Estiano, Claudia Abreu e Elisa Lucinda questionaram publicamente o teor do curso. As críticas focam no argumento de “enfraquecimento masculino” utilizado por Cazarré, apontando que essa narrativa pode reforçar estruturas machistas e ignorar a realidade alarmante da violência contra a mulher no Brasil.
Marjorie Estiano foi uma das vozes mais incisivas ao comentar na postagem do ator. Para a artista, o discurso de Cazarré não é novo, mas sim a reprodução de uma mentalidade que “mata mulheres todos os dias”. Claudia Abreu seguiu a mesma linha, lembrando que o país registra índices recordes de feminicídio. Elisa Lucinda e Guta Stresser também manifestaram desconforto, especialmente com o uso de símbolos cristãos e da figura de Jesus para justificar o projeto de imersão masculina.
A programação do curso prevê três pilares fundamentais: vida profissional e legado, vida pessoal (incluindo paternidade e dieta) e vida interior, focada em espiritualidade e masculinidade. O encerramento do evento contará com a celebração de uma Santa Missa. Até o momento, o ator não respondeu individualmente aos comentários das atrizes, mas o embate ideológico continua repercutindo amplamente no meio artístico e entre os seguidores do projeto.
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Fonte: News Rondônia