O curta Destino da Pele revisita racismo na Amazônia ao retratar, em Guajará-Mirim, uma história de reencontro que expõe feridas profundas do racismo estrutural e da memória afetiva de mulheres negras na região amazônica.
O filme Destino da Pele acompanha Tereza, uma mulher negra retinta e benzedeira, cuja rotina de cuidado espiritual é interrompida por um reencontro inesperado com alguém do passado. A narrativa, situada em Guajará-Mirim, transforma o cotidiano em espaço de confronto entre memória e dor.
Em Destino da Pele, o passado retorna de forma abrupta quando a protagonista se depara com um antigo colega de infância ligado a episódios de racismo vividos na escola. A obra, inspirada em fatos reais, utiliza esse reencontro para revisitar experiências de exclusão e violência simbólica.
O curta Destino da Pele destaca ainda a força das vivências femininas negras, abordando temas como racismo fenotípico, solidão afetiva e reconstrução identitária. A personagem Tereza representa trajetórias atravessadas por silêncios históricos e pela resistência cotidiana.
Filmado no Vale do Guaporé, o projeto conecta o enredo à história da ocupação negra na região amazônica, reforçando o vínculo entre território e memória. Moradores de Guajará-Mirim participaram da produção, ampliando a relação entre a ficção e a realidade local.
Lançado na Mostra Amazônia Negra, o curta Destino da Pele inicia circulação em festivais pelo país, propondo uma reflexão sobre dor, perdão e transformação. A diretora Marcela Bonfim destaca o cinema como ferramenta de escuta e ressignificação de experiências históricas.
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Fonte: News Rondônia