O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um momento de desgaste na avaliação popular, segundo a nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento revela que a desaprovação da gestão subiu para 52%, enquanto a aprovação recuou para 43%. De acordo com o diretor da consultoria, Felipe Nunes, o aumento no custo de vida, especialmente no preço dos alimentos, é o fator determinante para esse cenário. O percentual de entrevistados que notaram alta nos supermercados saltou de 59% para 72% no último mês.
Além da inflação, o endividamento das famílias continua a pressionar a popularidade do Palácio do Planalto. Atualmente, 72% dos brasileiros afirmam possuir dívidas a pagar, um crescimento expressivo em relação aos 65% registrados em março do ano anterior. Embora o desemprego esteja em níveis historicamente baixos (5,8%), a percepção de 50% da população é de que a economia nacional piorou nos últimos 12 meses, indicando que o mercado de trabalho aquecido não tem sido suficiente para anular o impacto da perda do poder de compra.
As medidas econômicas recentes do governo, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o programa Desenrola, ainda apresentam impacto limitado na percepção de renda. Segundo a Quaest, 66% dos entrevistados afirmam não ter sentido efeitos práticos da isenção do IR em suas finanças. No caso do Desenrola, embora a aprovação do programa tenha subido para 46%, uma parcela quase idêntica da população (45%) ainda declara desconhecer a iniciativa de renegociação de dívidas.
Esse ambiente de insatisfação econômica reflete-se diretamente na disputa eleitoral para 2026. Em um eventual segundo turno, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em empate técnico, com o parlamentar registrando 42% contra 40% do atual presidente. A pesquisa indica que o “medo” do eleitorado está dividido: 43% temem o retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% receiam a continuidade da atual gestão. O levantamento ouviu 2.004 pessoas e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
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Fonte: News Rondônia