O mercado de trabalho brasileiro apresentou estabilidade e resiliência no trimestre encerrado em abril de 2026, com a taxa de desemprego atingindo 5,8%. O resultado representa um recuo de 0,8 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a taxa foi de 6,6%. Apesar da queda anual, houve um aumento de 0,4 p.p. em relação ao período compreendido entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.
Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, a manutenção do emprego em níveis baixos, mesmo diante de taxas de juros elevadas, deve-se a uma demanda generalizada por trabalhadores em diversos segmentos da economia. “Hoje, não é só o setor público que contrata e nem só o setor privado. Esse espalhamento e essa difusão ajuda nessa resiliência do mercado de trabalho”, explicou a pesquisadora.
Rendimento e ocupação
O rendimento real habitual dos trabalhadores atingiu R$ 3.732, apresentando estabilidade no trimestre e uma alta de 5,3% no comparativo anual. A massa de rendimento real habitual somou R$ 377 bilhões, com aumento de 6,5% no ano. Para Beringuy, o crescimento do rendimento e a manutenção da ocupação são fundamentais para sustentar o consumo, que tem se tornado mais custoso devido à política monetária de juros altos.
Em relação às categorias de ocupação, os dados da PNAD-Contínua indicam:
Setor privado com carteira assinada: Estável com 39,3 milhões de trabalhadores.
Setor público: 12,9 milhões de pessoas, com expansão de 3,4% no ano.
Conta própria: 26 milhões de trabalhadores, registrando alta de 2,3% no acumulado de 12 meses.
Trabalhadores domésticos: 5,4 milhões, com queda de 4,7% no ano.
A pesquisa, que abrange uma amostra de 211 mil domicílios em 3.500 municípios, também registrou a queda de 15,3% na população desalentada, que agora totaliza 2,6 milhões de pessoas. De acordo com o IBGE, os reflexos de conflitos externos, como a guerra no Oriente Médio, ainda não são perceptíveis no mercado de trabalho brasileiro, limitando-se, por ora, à variação nos preços dos combustíveis.
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Fonte: News Rondônia